A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 22/10/2019

Uma pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) revela que 23% (dois em cada dez) dos jovens brasileiros não trabalham nem estudam, são os chamados jovens nem-nem. A maior parte desse grupo são mulheres de baixa renda. O número corresponde a um dos maiores percentuais de jovens nessa situação entre nove países da América Latina e do Caribe. Outros 49% dos jovens se dedicam exclusivamente a estudo ou capacitação, 13% só trabalham e 15% trabalham e estudam ao mesmo tempo.

As razões para o significativo percentual de jovens nem-nem, são problemas com habilidades cognitivas e socioemocionais, falta de políticas públicas, obrigações familiares com parentes e filhos. Embora, o termo nem-nem possa induzir à ideia de que os jovens são ociosos e improdutivos, 31% dos jovens nem-nem estão procurando trabalho.  É preciso considerar, antes de tudo, que a ausência de perspectiva é um agravante dessa situação no Brasil. Nessa direção, Zygmunt Bauman, filósofo polonês, afirma que os indivíduos estão vivendo, atualmente, os tempos líquidos, que se caracterizam pelo imediatismo. Desse modo, as pessoas, por não possuírem uma visão a longo prazo, não apresentam uma perspectiva para o futuro, o que provoca a falta de interesse em não estudar. Além disso, o insuficiente número de vagas de emprego piora esse quadro, uma vez que os jovens ficam, além de desempregados, sem expectativa de adentrar no mercado de trabalho.

A melhoraria nos serviços, os subsídios para o transporte e uma maior oferta de creches, são políticas que podem ser efetivadas até no curto prazo,  a necessidade de investimentos em treinamento e educação e sugerem ações políticas para ajudar os jovens a fazer uma transição bem-sucedida de seus estudos para o mercado de trabalho. Considerando a incerteza e os níveis de desinformação sobre o mercado de trabalho, seria essencial para os jovens o fortalecimento dos sistemas de orientação e informação sobre o trabalho e a continuidade de políticas destinadas a reduzir as limitações à formação de jovens, com programas como o Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego).

Desse modo, é preciso redobrar os esforços para reduzir fortemente os ricos relacionados ao abandono escolar, através de incentivos do Governo Federal juntamente com o Ministério da Educação e Municípios elaborando parcerias que visem incentivar o jovem na permanência da escola, como palestras de prevenções de gravidez na adolescência, merenda de qualidade e ajuda financeira para os mais pobres para que no futuro eles possam ter uma melhor qualidade de vida, e possam retornar esse investimento ajudando no desenvolvimento do país