A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 22/10/2019
A situação de jovens inativos no mercado de trabalho e também no âmbito acadêmico é preocupante, pois atrasa a retomada econômica e possivelmente traz efeitos indesejados para as gerações futuras e para os próprios jovens.
Um dos motivos é a má situação econômica, evidente pelo PIB estagnante, alto índice de desemprego, superior a 10 em cada 100 pessoas em idade produtiva, e no crescente número de trabalhos informais. O jovem ao se deparar com esta situação sente dificuldade em achar a primeira porta de entrada no trabalho formal, e, após várias tentativas, desiste de buscar, fazendo crescer também o número de jovens desalentados, que não buscam mais as vagas, e que fazem parte da estatística apresentada.
A economia dificulta o emprego dos jovens estreantes no mercado de trabalho e também dificulta o seu acesso ao nível superior, pois com a menor disponibilidade de auxílios (governamentais ou não), se torna difícil ao jovem custear o ensino, que muitas vezes ultrapassa o salário mínimo e também já não garante o emprego tão almejado.
A situação da América Latina também ocorre no Japão e em outros países asiáticos, onde alguns jovens se enclausuram em suas casas e não se tornam ativos economicamente, há claras diferenças culturais mas em ambos os casos esse aumento de jovens inativos se dá também pelas diferenças tecnológicas geracionais, hoje em dia o jovem consegue ter um mundo virtual que satisfaz os seus anseios sociais, mesmo que de forma artificial e insuficiente, e também tem inúmeras distrações que roubam o tempo que poderia ser utilizado em atividades mais produtivas, como a sua própria educação e a melhoria profissional, ou também
Os fatores tecnológicos, econômicos e culturais agravam a transição do jovem para a fase adulta, porém uma melhoria econômica e também uma reeducação dos jovens frente a este mundo virtual são capazes de resolver este problema no médio prazo.