A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 22/10/2019

O sociólogo polonês Zygmunt Batman afirma que todos são responsáveis uns pelos outros e tudo que se é feito, tem impacto na vida de todos. Seguindo esta lógica comportamental, os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham vem tornando-se uma adversidade que impacta a vida de todos os brasileiros. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da falta de políticas públicas e do legado histórico. Faz-se necessário, portanto, seu combate.

Convém ressaltar, a princípio, que a ausência de iniciativas públicas é um fator determinante para a persistência do problema. Conforme Aristóteles, a política tem como função preservar a harmonia entre pessoas de uma sociedade. Nessa perspectiva, observa-se que a falta de planejamento política afeta o equilíbrio da sociedade, pois a maioria dos jovens saem do ensino médio sem qualquer curso técnico e sem experiência para ingressar no mercado de trabalho e, caso não passem no vestibular, tendem a ficar no ócio, o que resulta na diminuição da produtividade e do crescimento econômico do país, sendo este um problema que necessita de discussão e resolução.

Posteriormente, outra dificuldade enfrentada é a questão do legado histórico. Tem-se conhecimento que na posteridade as mulheres eram consideradas submissas aos homens e detentoras dos afazeres domésticos. No entanto, apesar do passar do tempo, a mulher ainda é vista como quem deve cuidar do lar e, por essa pressão social, a mulher jovem não consegue, muitas vezes, trabalhar e/ou estudar, sendo a maioria do público em ociosidade, conforme dados do Ipea. Diminuindo, assim, o crescimento econômico que o país teria caso elas estivessem dentro da população economicamente ativa.

Destarte, por esse prisma, faz-se necessário uma tomada de  para combater a problemática. O Ministério da educação, em pareceria com as escolas e as grandes empresas, deve aumentar o número de escolas de educação profissional, baseando-se nas necessidades de cada lugar, para que os jovens ao saírem do ensino médio tenham um diploma técnico e uma experiência de estágio  o que amplificará não só suas oportunidades de emprego como também seus interesses por uma educação superior, expandindo, também, a economia do país. Ademais, o MEC ainda deve promover palestras nas escolas, ministradas por economistas, sociólogos e historiadores, que mostrem a importância da mulher no mercado de trabalho e nas universidades, para romper com legados históricos que atrasam o país. Com o combate desse impasse, as responsabilidades afirmadas por Bauman, impactarão positivamente a vida te todos os brasileiros.