A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 23/10/2019

A Constituição brasileira de 1988 define que a Educação deve estar à serviço do pleno desenvolvimento do indivíduo, prepará-lo para o exercício da cidadania e qualificá-lo para o mercado de trabalho. Contudo, nota-se, que não há a formação dos jovens para o seu futuro, transgredindo, assim, normas da Carta Magna do país. A geração “nem-nem” - aqueles que nem estudam, nem trabalham" - vem crescendo ao longo dos anos. Isso não se evidencia apenas pela grande evasão escolar, mas também pela grande pobreza no Brasil. Cabe-se,então, procurar meios de reverter essa realidade.

Em uma primeira análise, inúmeros são os fatores responsáveis pelos índices de abandono escolar no país. Nessa perspectiva, a falta de motivação dos jovens é subproduto da grande distância entre o mundo dos adolescentes e o mundo da escola, a qual utiliza um modelo arcaico do século XIX que não atrai o aluno para a sala de aula. Esse fator é um dos responsáveis pela grande percentagem de pessoas que não estudam, visto que a tecnologia é pouco utilizada e o corpo discente não comparece aos colégios, causando um déficit em sua formação. Segundo dados do IBGE- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística- cerca de 21% das pessoas não vão à escola por falta de interesse, corroborando para o cenário descrito. Sendo assim, os impactos dessa atitude irresponsável estão presente no futuro do indivíduo, que tende a possuir uma baixa remuneração em seu emprego.

Ademais, vale, ainda, ressaltar que a pobreza faz com que muitas pessoas não possuam acesso à cursos profissionalizantes ou ao ensino superior, o que reduz sua competitividade no mercado de trabalho. Nesse cenário, o desemprego conjuntural tornou-se comum em épocas de crises econômicas como a do Brasil, haja vista a grande demissão em massa de atividades que não precisam de alto grau de especialização. Logo, a atual geração tende a sair da escola sem boa perspectiva  dentro do mercado de trabalho devido à grande recessão, fato esse que possibilita o aumento do índice dos “nem-nem”. Dessa forma, é preciso encontrar caminhos para alterar essa realidade.

Torna-se evidente, portanto, que a Constituição de 1988 falhou em garantir o pleno desenvolvimento do indivíduo. Para reverter esse quadro, é preciso que o Ministério da Educação faça -por meio de esforços operacionais e orçamentários providos pelo BNDES- a modernização dos colégios e adoção de aulas ligadas à tecnologia, assim como é feito em países como Israel que tornou a aula de robótica obrigatória. Para que aumente-se o interesse do aluno em permanecer na escola e permita a adequada formação para sua vida adulta. Além disso, é preciso implementar, também, aulas sobre o mercado de trabalho para qualificar o corpo discente. Dessa maneira, construir-se-á uma sociedade em que de fato a educação e o emprego sejam um bem de todos e não apenas de parte privilegiada da sociedade.