A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 23/10/2019
Segundo o filósofo grego Aristóteles, “o homem é um animal político”. Partindo dessa perspectiva, é cabível estabelecer uma relação entre as atividades que um indivíduo exerce e sua capacidade de relacionamento com outras pessoas. Nesse viés, para que isso ocorra, é vital que o cidadão ocupe algum ofício no âmbito civil social. Diante disso, é possível identificar a necessidade de que os altos índices de jovens brasileiros que nem trabalham nem estudam sejam combatidos. Entretanto, para isso, é preciso que uma análise seja feita a respeito das causas e consequências dessa inatividade na vida do ser humano.
Em primeiro lugar, é imprescindível ressaltar os efeitos negativos gerados às pessoas inativas em suas vidas. Nesse cenário, aqueles que não possuem um papel relevante na composição da sociedade civil, como estudar ou trabalhar, são excluídos do convívio interpessoal. Esse fenômeno é retratado no filme norte americano “Divergente”, cujos integrantes da população que não contribuem para a prosperidade econômica e intelectual coletiva são esquecidos pelo sistema vigente. Dessa forma, esse fato evidencia que, para solucionar essa conjuntura iníqua, torna-se indispensável a tomada de ações.
É substancial expor, também, um dos principais fatores que levam os jovens a se tornarem ociosos. Dentro dessa ótica, é imperioso ressaltar o déficit de empregos presente no Brasil na contemporaneidade. Nesse contexto, segundo uma pesquisa realizada pelo IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística -, a taxa de desempregados no país atingiu o patamar de 12% da população, aproximadamente 13 milhões de brasileiros, em 2019, devido a essa escassez empregatícia. Desse modo, os números de desocupação jovial no Brasil são fomentados, o que demonstra a clara premência de um ponto de inflexão nesse panorama.
Dessarte, para reverter essa problemática de ociosidade exacerbada no país, urge a criação, pelo Ministério da Economia, de programas sociais que incentivem as empresas a empregarem indivíduos na faixa etária de 18 a 24 anos. Essa iniciativa deve oferecer vantagens fiscais às companhias que a aderirem, com o objetivo de mitigar, efetivamente, esse índice de desocupação. Outrossim, cabe ao Governo Federal criar, com recursos próprios e em simbiose com emissoras de rádio e televisão, peças publicitárias que estimulem esses cidadãos a estudar. Essas campanhas devem conter discursos proferidos por economistas e intelectuais, que exponham a importância de ser ativo no âmbito social, a fim de que também seja reduzido o percentual de não estudantes dessa parcela populacional. Assim, haverá meios para o combate desses níveis de inatividade no Brasil.