A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 23/10/2019
Nos primórdios do Brasil, apenas um seleto grupo tinha acesso à educação, de modo que, por meio da democratização do ensino o cenário foi se modificando. Por conseguinte, um maior número de cidadãos pôde ter acesso ao ensino básico, ao ensino superior, culminando para a aquisição de postos de trabalho. Contudo, vê-se um retrocesso ao se identificar a expressiva quantidade de jovens que nem estudam e nem trabalham atualmente. Tal conjuntura, só reforça a existência de uma sociedade desigual, podendo trazer futuras instabilidades socioeconômicas.
De fato, a quantidade de anos que um indivíduo passa estudando está intrinsecamente relacionada a sua condição social. Assim, em pesquisa do IPEA, revela-se que os que apresentam os melhores índices são pessoas brancas da região sudeste. Por esse viés, indivíduos de regiões e condições menos favorecidas estão mais suscetíveis a um ensino básico deficitário, o que pode gerar desestímulo e levar à evasão escolar. Por outro lado, quando isso não ocorre, a frágil base escolar não é eficaz para inserir o aluno no ensino superior e consequentemente no mercado de trabalho. Nesse sentido, forma-se um ciclo que se não combatido não dará perspectivas distintas das vigentes.
Ademais, é importante ressaltar que o momento econômico brasileiro é favorável, pois a PEA (População Economicamente Ativa) é maior que a população dependente. Contudo, a longo prazo, caso os índices desses jovens nessa condição não regrida, haverá uma grande parcela de dependentes da previdência, com o envelhecimento populacional, sem o montante de recursos necessários para arcar com esse contingente. Dado que, os jovens são força motriz da economia ao gerarem capital como força de trabalho e como consumidores.
Em suma, a problemática instaurada se dá por fatores sociais e pode resultar em consequências desfavoráveis para a nação. Portanto, é preciso que o governo em todas as suas instâncias, (municipal, estadual e federal), se una ao Ministério da Educação, para que haja a reestruturação do ensino básico. De maneira que, com o auxílio de professores, sociólogos, pesquisadores, engenheiros, dentre outros, ocorra a melhora em termos pedagógicos e estruturais. Além disso, por meio da união entre escolas, universidades e empresas, é crucial que sejam formulados eventos com o intuito de inserir os alunos nesses meios, por meio de palestras e oficinas ministradas por profissionais capacitados dentro do âmbito universitário e empresarial. Só assim haverá evolução.