A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 23/10/2019
Durante a Idade Média - séculos V a XV - a sociedade era dividida da seguinte forma: os nobres deveriam guerrear, o clero orar e os servos trabalhar. Entretanto, a estrutura social desse período é incompatível com a atualidade. Assim, dentre os problemas da contemporaneidade, há que se destacar o alto índice de jovens que não estão inseridos no mercado de trabalho e nem no meio acadêmico. Com isso, tal situação ocorre, principalmente, por: problemas socioemocionais e inércia estatal.
A princípio, dentre as causas do desemprego e ausência do jovem no ambiente escolar estão os aspectos sociais e emocionais. Nesse sentido, a Agência Brasil divulgou, em 2019, que os motivos desse alto índice são: problemas cognitivos, familiares e pobreza. Assim, infelizmente, essa situação alarmante cresce continuamente e já alcança um quarto dessa parcela populacional, conforme informado pelo IPEA. Por conseguinte, esse contexto resulta em severos impactos no país.
Somado a isso, a falta de políticas públicas para a geração nem-nem - nem estuda, nem trabalha - contribui para essa realidade. Neste sentido, a Constituição Federal determina que a educação e o trabalho são direitos de todos e dever do Estado. Todavia, de acordo com a revista Veja, cerca de sete milhões de jovens fazem parte dessa geração. Assim, lamentavelmente, ao invés do governo integrar essa população no grupo economicamente ativo, passa a incluí-los entre os sujeitos vulneráveis.
Portanto, visando combater o crescimento da comunidade nem-nem, o Estado, com auxílio do Ministério do Trabalho e do Ministério da Educação, deve desenvolver um plano de ação voltado para esses sujeitos. Com isso, é necessário criar cursos profissionalizantes e ampliar as vagas em outros já existentes. Além disso, é imprescindível estimular, através do trabalho de equipes multidisciplinares - pedagogos, psicólogos, técnicos em assuntos educacionais - o direcionamento dos jovens na vida acadêmica e profissional. Com isso, espera-se reduzir esse índice e proporcionar maior igualdade social, diferente do que ocorria durante a Idade Média.