A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 23/10/2019
Segundo o escritor português José Saramago, há uma insatisfação, sobretudo dos jovens perante um mundo que já não oferece nada, só vende. Nesse viés, o escritor faz uma analogia ao atual cenário do Brasil que é o aumento de jovens que nem estudam e nem trabalham, consequentemente devido aos níveis socioeconômicos e o medo da transição para a idade adulta. Desse modo, medidas para a diminuição desse entrave é essencial.
Nesse sentido, ao analisar a historicidade, o período da República Velha foi marcada por uma população brasileira juvenil, porém desprovida de recursos e dificuldades ao acesso do sistema educacional que era reduzido e limitado a elite, com isso ocasionou a entrada dos mesmos ao mercado de trabalho informal e temporário. Por outro lado, problemas citados no século XIX, ainda é vigente na contemporaneidade, conforme a Pesquisa Nacional por Amostra a Domicílio (PNAD), em que 23% dos jovens brasileiros estão ineptos ou buscam empregos informais sem perspectivas que encontrem algo melhor. Nesse contexto, a falta de oportunidades somado aos problemas relacionados a pobreza afeta milhares de pessoas.
Concomitantemente, com um crescente aumento de jovens que não conseguem ingressar no mercado de trabalho formal, em contrapartida existem a população juvenil que mesmo com oportunidades de recursos decidem não introduzir-se no mercado de trabalho e nem nos estudos, criando um comodismo, como mostra a pesquisa do IBGE, em que há um percentual de 27,7% dos jovens que deveriam pelo menos ter ingressado nas universidades. Por conseguinte, questões a cerca dessa problemática se dá devido aos jovens que não conseguem ter a passagem da adolescência para a vida adulta por medo e adversidades cognitivas, bem como os pais que por uma superproteção acabam aceitando essa condição.
Portanto, é de suma importância a diminuição desse entrave. Para tanto, o Governo Federal deverá atuar em parcerias com instituições privadas, a exemplo o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (PRONATEC), designando mais verbas para ampliações desses cursos, com o intuito de auxiliar os jovens o ingresso ao mercado de trabalho, como forma de diminuir os problemas socioeconômicos e ajudando a ter uma nova perspectiva de vida . Ademais, o Mistério da Educação (MEC), terá que criar projetos educacionais nas escolas, por meio de palestras e livros didáticos, com participações dos pais e alunos, com o fito de despertar o interesse desses jovens em entrar no mercado de trabalho e alertar os pais sobre os problemas da superproteção. Logo, a sociedade, principalmente a juvenil tenham oportunidades perante um mundo com grandes insatisfações.