A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 01/11/2019

Consoante o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada a um “corpo biológico” por ser, assim como esse, composta por partes que interagem entre si. Desse modo, para que esse organismo seja igualitário e coeso, é necessário que todos os direitos dos cidadãos sejam garantidos. Entretanto, no Brasil, isso não ocorre, visto que os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham é realidade do país, o qual é resultado da falta de conscientização e da negligência governamental.

É relevante abordar, primeiramente, que a tese marxista disserta acerca da inescrupulosa atuação estatal, que assiste apenas a classe dominante. Dessa maneira, alienados pelo capitalismo selvagem e pelos valores líquidos da atualidade, os governadores negligenciam a necessidade fecunda de mudança nos altos índices da geração “nem-nem”. Assim, uma mudança nos valores da sociedade seria fundamental para transpor barreiras ao impasse.

De acordo com Aristóteles, no livro ética a Nicômaco, a política serve para garantir felicidade aos cidadãos, logo se verifica que esse conceito encontra-se deturpado no Brasil, visto que a importância de combater o termo “nem-nem” não está presente em todo território nacional, favorecendo para que os altos índices permaneçam. Porém, embora caótica, essa situação é mutável.

Portanto, faz-se necessário medidas para combater a problemática. Para que o Brasil seja mais articulado como um “corpo biológico”, cabe ao Estado, em parceria com o Ministério da Educação, criar um projeto para ser desenvolvido nas escolas por meio de palestras, atividades lúdicas e apresentações artísticas, através de profissionais capacitados, a respeito dos altos índices da geração “nem-nem” e seus efeitos, com intuito de conscientizar o ambiente escolar e a sociedade no geral. Outras medidas devem ser tomadas, mas, como disse Oscar Wilde: “O primeiro passo é o mais importante na evolução de um homem ou nação”.