A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 23/10/2019

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos o direito à educação, ofício e ao bem estar-social. Conquanto, a taxa de jovens que não participam da rede de ensino e do mercado de trabalho é crescente no país. Diante disso, os desafios a serem superados devem ser discutidos, tal como o aumento de gestantes adolescentes e os impactos na aposentadoria gerados por essa situação, para que uma sociedade integrada seja alcançada.

Nesse contexto, as responsabilidades relacionadas ao lar elevam-se com a dedicação necessária ao desenvolvimento de uma criança, fato que levam muitas mulheres ao abandono de seus compromissos escolares e profissionais para se limitarem a vida doméstica. Dados divulgados por institutos de pesquisa econômica apontam mais de um quarto de jovens inativos, maioria do sexo feminino, sendo contribuinte à sua desigualdade no âmbito ocupacional e ao retrocesso na luta pela sua inserção no meio.

Além disso, essa escassez de jovens formados e capacitados ao trabalho colaboram para o decremento da população economicamente ativa (PEA) e impacta na ausência de planeamento e contribuição à previdência social. De acordo com o escritor Arthur Morgam, uma vida vazia de propósitos não se torna plena à aposentadoria, que remete a uma sociedade juvenil despreocupada com o futuro individual e coletivo além de visar a mudança de atitude para o equilíbrio desse setor.

Dessa forma, é necessário medidas que conscientizem a população jovem no planejamento da vida própria e comum. Cabem ao Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Economia, criar canais virtuais que interaja com cidadãos para explicar a função da previdência social, assim como inserir cursos técnicos profissionalizantes nas redes de ensino médio, com o fito de despertar a participação ativa desses em sociedade. Ademais, o Ministério da Justiça sancionar leis que anexe palestras sobre sexualidade e seus cuidados na grade curricular escolar e empresarial, com o apoio da mídia, para que sejam divulgados a relevância de modificações.