A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 23/10/2019
No século XVIII, surgiu a Revolução Industrial, que foi um processo de grande desenvolvimento tecnológico, mas que ao mesmo tempo provocou que uma grande quantidade de pessoas se recusem a aceitar as condições de trabalho do novo sistema fabril, que os obrigava a trabalhar em condições desumanas e receber as migalhas das classes privilegiadas. Em adição, o fato de elas (pessoas) não terem formação profissional, impedia seu acesso a cargos melhor renumerados. Isso as levava a depender das esmolas para sobreviver. Não obstante, na sociedade brasileira, atualmente, alguns jovens brasileiros vem-se limitados no campo laboral, ao não ter instrução básica. Eles são conhecidos como a geração nem-nem (nem trabalham, nem estudam) e, segundo a pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), 23% dos jovens entre 15 a 29 anos encontra-se neste situação por diversos motivos. Nessa perspectiva evidência-se a necessidade de uma solução eficaz para diminuir as porcentagens apresentadas.
Em primeiro lugar, o baixo nível socioeconômico, a paternidade precoce ou as obrigações familiares são alguns dos principais fatores que influenciam na decisão dos jovens sobre trabalho e estudo, segundo a pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Jovens com baixos recursos econômicos, não tendo dinheiro para cobrir despesas educativas, optam por não assistir à escola e tentam procurar emprego; o que se torna muito mais difícil para eles, já que não têm ensino básico. Isso não permite que tenham a possibilidade de melhorar a sua situação econômica, o que às vezes os faz realizar trabalhos ilegais,com o intuito de ganhar dinheiro, incrementando a criminalidade no país.
Por outro lado, o porcentual das mulheres que nem trabalham nem estudam é de 28,4%, segundo a pesquisa de Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e, isso poderia ser explicado pela existência do machismo, que acredita que só as mulheres devem fazer-se cargo das tarefas domésticas, sendo a sua prioridade, deixando de lado os estudos, já que para elas não deveria ser importante. Esta ideología de gênero esteve presente no pensamento de muitas pessoas há muitos séculos atrás, prevalecendo até os tempos atuais e, que cria um sentimento de inferiodade em muitas mulheres.
Portanto, para elevar a instrução e qualificação dos jovens, o Ministério de Educação (MEC) deve de facilitar os meios que permitam, aos jovens com baixa renda, ter acesso à educação, como transporte gratuito, além de organizar companhas publicitárias, difundidas a través dos diversos meios de comunicação, com o fim de motivá-los a continuar e culminar sua formação acadêmica, enfatizando-lhes que isto definirá seu futuro. Somente assim, podera-se enxergar uma melhora nesta questão.