A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 23/10/2019
A Revolução Industrial impôs uma crescente necessidade de trabalho para todas as faixas etárias. Entretanto, o atual cenário brasileiro aponta uma nova posição. A chamada “geração nem-nem”, composta por jovens que não trabalham ou estudam, se torna cada dia mais numerosa. Em consequência, essa camada da população não contribui com impostos para o fundo previdenciário e não colabora para o desenvolvimento econômico do país. Visto que essa situação tende a ser despropositada e desfavorável, é urgente alterar esse quadro.
Ademais, os atuais números divulgados pelo IPEA revelam que 23% dos brasileiros entre 15 e 24 anos não estão inseridos no mercado de trabalho ou em instituições de ensino. Por não poderem contribuir em áreas como a exportação de produtos ou na produção de tecnologia, pelos mais diversos empecilhos, esse desemprego dificulta o crescimento da economia. Indubitavelmente, muito talento e competência é desperdiçado, esses que poderiam ser utilizados para o desenvolvimento do Brasil como potência econômica.
Outrossim, durante o governo de Michel Temer, algumas reformas foram propostas, sendo de urgência a da previdência. A projeção indicava que o número de contribuintes se tornaria menor que o de beneficiados, sendo inevitável um rombo. Essa geração pode ser considerada como detentora de uma culpa involuntária, pois não fornece encargos para o INSS e, por conseguinte, contribui para o déficit. Com a iminência de um colapso no setor, é imprescindível atuar no encaminhamento desses desempregados para o ramo de atividades trabalhistas.
Em suma, essa inatividade gera danos para a sociedade, sendo indispensável solucionar esse problema. Cabe ao Ministério do Trabalho promover nas escolas, desde o ensino fundamental, palestras e feiras com participação de empresas dispostas a oferecer empregos para alunos do ensino médio e formandos. Para garantir a presença dessas empresas, esse órgão do governo deve oferecer isenções tributárias de acordo com o número de vagas distribuídas para esse público. À vista disso, as consequências negativas da inatividade seriam substituídas pelo progresso nacional.