A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 24/10/2019
Atualmente, o país enfrenta uma significativa necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham - a denominada geração “nem,nem”. O motivo disso associa-se com o reflexo negativo que esse fato causa na economia do país, já que esses indivíduos utilizam dos recursos públicos, mas não contribuem para a manutenção destes. Isso, no entanto, pode e deve ser corrigido, já que a maioria dessas pessoas não aceitam a condição em que se encontram, mas estão nela por não existirem medidas eficazes que os ajudem a garantir o direito do trabalho garantido por lei no artigo sexto da Constituição Brasileira de 1988.
Em primeiro lugar, é necessário atentar-se para as consequências futuras que os mais de onze milhões de jovens - segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) - que não trabalham e nem estudam poderão causar na sociedade. Isso porque o desenvolvimento de uma nação está intimamente ligado com o nível de intelectualidade dos seus habitantes, fato que pode ser justificado historicamente pelo Iluminismo, que por incentivar o pensamento crítico, o uso da razão e a busca por novos conhecimentos, conduziu o desenvolvimento significativo dos países nos quais suas ideias foram empregadas. Outrossim, pessoas com boa formação educacional e controle de habilidades socioemocionais dificilmente encontram-se desempregadas, o que justifica a necessidade atual de promover formação educacional de qualidade, a fim de preparar os jovens para o mercado de trabalho.
Além disso, é importante salientar que a expressividade da geração “nem, nem”, relaciona-se com à atual sociedade em que ela se encontra, caracterizada pelo individualismo e pela fragilidade das relações sociais, como salientou o sociólogo Zygmunt Bauman no seu livro “Modernidade Líquida”. Tais características impedem os jovens de sair da condição em que se encontram, pois carece o sentimento de empatia do Governo e de empresários que poderiam criar meios para incluir esses cidadãos no mercado de trabalho, incentivando-os a se especializarem, tendo como consequência positiva a contribuição dessa juventude para manter os recursos dos quais ela usufrui.
Portanto, visto que o desemprego e a carência de formação dos jovens afetam o país, é necessário que medidas sejam tomadas para reverter o problema. Para que isso ocorra, é necessário que o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação e o Ministério do Trabalho, promovam à formação educacional dos jovens por meio de políticas públicas inclusivas que permitam sua manutenção financeira e psicológica, através de bolsas e acompanhamento psicológico, a fim de evitar a evasão escolar e, posteriormente, possibilitar sua adesão futura efetiva ao mercado de trabalho. Feito isso, os brasileiros “nem,nem” iram reduzir e a economia do país será fortalecida.