A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 24/10/2019
No ano de 1933, a política do “New Deal” foi responsável pela construção de obras públicas que melhoraram e educação promoveram uma enorme geração de empregos ao povo norte-americano. Entretanto, no Brasil, é possível afirmar que o cenário é totalmente diferente, já que existe um grande contingente de jovens que nem estudam nem trabalham no país. Isso traz consequências negativas, tais como: enfraquecimento de uma visão reflexiva da sociedade, além da dificuldade de entrar no mercado laboral.
Nesse sentido, é válido destacar que a permanência da nova geração fora do ambiente escolar impede o desenvolvimento do pensamento crítico. A esse respeito, para o filósofo grego Platão, o indivíduo somente é capaz de dominar a si próprio após um longo período de estudo. A partir desse fato, nota-se que os cidadãos que vivem afastados das salas de aula não têm capacidade para controlar as suas decisões pessoais de forma eficiente. Desse modo, a ausência de educação propicia a ampliação da dependência dos jovens.
Além disso, a falta de aprendizagem reflete na inacessibilidade desses indivíduos no mercado de trabalho, pois as empresas contratam apenas profissionais qualificados. Acerca dessa premissa, de acordo com o portal de notícias Força Sindical, o desemprego entre pessoas sem formação acadêmica chega a ser de 20,6%. Nesse cenário, vê-se que a escassez de formação acadêmica implica em maiores desafios para conseguir um emprego, pois as vagas estão cada vez mais restritas. Dessa forma, esses cidadãos que não possuem esse ensino acabam desempregados na atual situação do país.
Portanto, é evidente que medidas são necessárias para contornar esses prejuízos sentidos pela nova geração. O Ministério da Educação deve ampliar a acessibilidade dos jovens ao ambiente escolar, por meio de campanhas publicitárias que mostrem a importância da educação, com a presença de professores capacitados para atender esses estudantes, a fim de estimular o engajamento dos alunos. Ademais, cabe ao Ministério da Economia traçar metas para garantia de empregos para os mais novos, por meio da criação de estágios nas empresas estatais que mostrem o cotidiano de um bom funcionário, com o objetivo de melhorar a qualificação desse povo. Com isso, o Brasil conseguirá chegar mais perto dos resultados obtidos pela política do “New Deal”.