A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 26/10/2019
A Revolução-técnico-científico-informacional que entrou em vigor na segunda metade do século XX, trouxe ao mundo não só inovações no campo tecnológico como também nos meios de produção, trabalho e estudo dos indivíduos. Todavia, atualmente, no Brasil, essa mudança trouxe impactos na vida dos jovens. Haja vista que, há altos índices de jovens “nem-nem”, nem trabalham e nem estudam. Assim, urge a necessidade de combater tal impasse.
Deve-se pontuar, de início, que há uma negligência do Estado em ampliar, propagar e promover políticas públicas voltadas para o setor educacional. Logo, contraria o artigo 205, da Constituição de 1988, na qual infere que a educação será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. Nesse sentido, a educação, de modo geral, é precária e ineficiente, o que torna o ensino superficial e limitado, tanto para inserção no mercado de trabalho como para o ingresso ao ensino superior. Por força disso, conforme o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, 23% dos jovens no país, são “nem-nem”.
Ademais, nota-se o descaso e comodismo das famílias e dos jovens em relação a objetivos futuros. Posto que, essa conduta é decorrente de um fenômeno denominado “banalidade do mal” discutido pela filósofa Hannah Arendt, que explica certos hábitos danosos se tornaram banais, o que suprime a capacidade de reflexão e julgamento dos indivíduos. Nessa conjuntura, é previsto que jovens desse quadro são sustentados pelos pais e encontrem dificuldades de exercerem um emprego ou estudar.
Por conseguinte, é imprescindível que as instituições responsáveis providenciem medidas para atenuar os altos índices de jovens “nem-nem”. Em vista disso, o Ministério da Educação deve inserir nas bases curriculares educação financeira desde o fundamental até o Ensino médio e realizar ações educativas tais como palestras com temática de empreendedorismo a fim de que o corpo social mude o comportamento.