A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 25/10/2019

Segundo o educador Paulo Freire “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.’’ No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é uma inércia educacional que gera a necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil. Nesse sentido, diante de uma realidade instável e temerária que mescla conflitos nas esferas da ausência de inteligência emocional e desigualdades, analisar seriamente as raízes e os frutos dessa problemática é medida que se faz imediata.

Por um lado, é fulcral pontuar que a inércia de jovens que não trabalham nem estudam, deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, muitos jovens sofrem com as desigualdades sociais perdendo o potencial de ação vital, devido à falta de auto - estima e oportunidades. Desse modo, é necessária a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ainda nesse contexto, faz-se mister salientar a ausência de inteligência emocional dos jovens da atualidade. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez das relações sociais, políticas e econômicas é a característica da ‘‘modernidade líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, a juventude não possui uma estrutura concreta de futuro, com vínculos sociais efêmeros, tendo dificuldades para manter coesão em rotinas, o que transforma o ato de estudar e trabalhar, desinteressantes e necessitados de um foco inexistente.

Portanto, é necessário que exista uma atuação melhor por parte do MEC na adição de disciplinas que concernem à inteligência emocional como por exemplo: meditação, para que haja maior aderência e foco dos presentes. Conjuntamente, os pais e responsáveis, devem impor regras e disciplina, além de disponibilizar auxílio psicológico para os tais.