A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 25/10/2019
Educação e trabalho: ensinando o jovem brasileiro a ter senso de responsabilidade
O termo “nem-nem” designa jovens que não estão engajados em atividades econômicas (emprego) e tão pouco nas de formação (escola, universidade, curso técnico). A evasão escolar e a falta de oportunidade do primeiro emprego são dois fatores relevantes nesse cenário sócio-econômico preocupante que atinge, majoritariamente, a população carente. Há desemprego pois os candidatos não estão qualificados para ocuparem as vagas disponíveis, e os empregadores não oferecem abertura para que cidadãos sem experiência possam ocupar postos em seus negócios.
De acordo com o jornal G1, cerca de 23% dos adolescentes de dezesseis anos não frequentam mais ou nunca frequentaram a escola. Isso se dá pela necessidade de auxiliar financeiramente a família, pela falta de perspectiva em relação ao futuro ou também pela falta de incentivo à continuidade dos estudos. Esse dado alarmante implica que a probabilidade desses jovens conseguirem um trabalho futuramente é mínimo, visto que não possuem conhecimentos essenciais (em matemática e português, por exemplo) para desempenhar tarefas cotidianas, tais como escrever um e-mail na norma padrão da língua portuguesa ou realizar operações financeiras básicas dentro de uma empresa.
Outro fator preocupante é a dificuldade de um indivíduo ingressar no mercado de trabalho. Companhias exigem experiência prévia para que se ocupem os cargos em aberto, no entanto, é necessário, primeiramente, que a oportunidade para desenvolver o conhecimento prático seja ofertada. Programas como Jovem Aprendiz são essenciais para que haja uma troca justa entre empregado e empregador. Investir em cidadãos inexperientes significa incentivar as gerações mais novas a trabalharem e terem responsabilidades mais concretas do que muitas vezes a escola exige. Além disso, esses funcionários podem trazer ideias e ações promissoras para as instituições que os empregaram.
Diante do exposto, nota-se que medidas são necessárias para resolver o impasse da evasão escolar e da falta de oportunidade no mercado de trabalho. Sugere-se que o Ministério da Educação transforme o Ensino Médio das escolas públicas em ensino técnico; entretanto, mais do que apenas aprender uma profissão, os alunos também participariam de pelo menos mais uma atividade escolar (dança, canto, rádio, pintura, escrita, entre outros). Além disso, o programa Jovem Aprendiz seria aperfeiçoado para que, obrigatoriamente, todos os alunos a partir dos 15 anos tivessem trabalho remunerado por pelo menos doze meses, assim colocariam em prática o que aprendem na escola, adquirindo uma maior dimensão da importância dos estudos e trabalho.