A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 26/10/2019

Crise econômica. Falta de oportunidade. Desemprego. Escolas precárias. Não se pode negar os inúmeros motivos que causam o crescimento da geração “nem nem”, jovens que preferem viver sem trabalhar e sem estudar. Destaca-se um estudo do Instituto De Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA- releva que 23% do jovens brasileiros vivem nessa situação. Nesse contexto, deve-se analisar como a herança histórico-cultural e a situação socioeconômica causam tal problemática.

Deve-se pontuar, antes de tudo, a herança histórico-cultural do patriarcalismo presente na sociedade brasileira. As mulheres de baixa renda compõem os maiores percentuais de jovens nessa situação, 73% são por causa da gravidez precoce, afirma o IPEA. A necessidade de cuidar da família e o papel social imposto pela cultura machista de “dona do lar” impede que a mulher tenha a visão fora da realidade em que vive. Tal realidade, em consonância com a teoria do niilismo, do filosofo Nietzsche,  mostra a necessidade de a sociedade superar os valores impostos pela cultura, família e religião.

Outro fator importante a se destacar é a escassez de políticas públicas, principalmente para lidar com jovens que não tiveram uma educação de qualidade e sofrem com o preconceito no mercado de trabalho. Há indícios que mesmo que os jovens estejam se esforçando para estudar e trabalhar desistem por barreiras externas. Entre elas, se destacam, pouco recurso financeiro, falta de transporte público seguro e ensino fundamental precário. Além disso, a falra de investimentos em treinamento e educação para os jovens transitarem dos estudos para o mercado de trabalho influencia diretamente e dificulta o ingresso ao ofício.

Diante dessa problemática, consta-se, que o crescimento dessa geração não se baseia apenas em questões individualistas. Por isso, cabe ao Governo em parceria com o MEC elaborar um plano de reestruturação educacional, a fim de atrair alunos para o meio educacional, ademais deve proporcionar palestras e aulas com assuntos que tratem o empreendedorismo com o objetivo de criar uma geração com uma visão ampla ao mercado de trabalho. Somado a isso, as Escolas devem complementar com reuniões e palestras que discutam sobre normas de gênero nas famílias e comunidade, tanto voltada para alunos como pais, a a fim de quebrar o padrão que a mulher sofre sobre o lar. É função também do Poder Público investir em políticas públicas e projetos como o PESCAR, que promove a especialização de jovens no meio do trabalho, a fim de dá assistência aqueles que tiveram uma educação precária. Só assim será possível combater essa geração nem nem.