A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 27/10/2019
Os jovens na sociedade: Inclusão ou Exclusão
Durante a Idade Média - séculos V a XV - o grupo social era dividido da seguinte forma: os nobres deveriam guerrear, o clero orar e os servos trabalhar. Entretanto, a estrutura social desse período é incompatível com a atualidade. Sendo assim, dentre os problemas da contemporaneidade, há que se destacar o alto índice de jovens que não estão inseridos no mercado de trabalho e nem no meio acadêmico. Com isso, tal situação ocorre, principalmente, por problemas socioemocionais e inércia estatal.
A princípio, características sociais apresentam-se como obstáculos na superação da participação do jovem na comunidade. Nesse sentido, a Agência Brasil divulgou, em 2019, que os motivos desse alto índice são: problemas cognitivos, familiares e pobreza. Assim, essa situação alarmante, denunciada pela Agência, cresce continuamente e já alcança um quarto dessa parcela populacional, conforme informado pelo IPEA. Por conseguinte, tais aspectos tornam a sociedade mais desigual e vulnerável.
Somado a isso, a indiferença do setor público em relação a geração nem-nem - nem estuda, nem trabalha – intensifica esse problema. Nesse viés, a Constituição Federal determina que a educação e o trabalho são direitos de todos e dever do Estado. Todavia, esse fator constitucional mostra-se ineficaz e insuficiente para garantir a igualdade. Dessa forma, de maneira negligente, ao invés do governo integrar essa população no grupo economicamente ativo, passa a incluí-los entre os sujeitos vulneráveis.
Portanto, visando reverter o efeito nem-nem, o Ministério do Trabalho e o Ministério da Educação devem desenvolver um programa de capacitação. Dessa maneira, é necessário criar cursos profissionalizantes e ampliar as vagas em outros já existentes. Além disso, é imprescindível estimular a participação por meio de campanhas educativas, realizadas por equipes multidisciplinares. Com isso, espera-se incluir os jovens efetivamente na sociedade, diferente da exclusão social que ocorria na Idade Média.