A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 28/10/2019

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada concluiu através de uma pesquisa que dois em cada dez jovens brasileiros fazem parte do grupo dos “nem-nem”, ou seja, nem trabalham e nem estudam, fato este que configura-se como um índice alarmante, visto que o número de pessoas com idade entre 15 e 29 anos no Brasil gira em torno de 50 milhões. Dessa forma, torna-se necessário o combate aos altos índices de jovens “nem-nem”, seja pelo proposito de aumentar o Índice de Desenvolvimento Humano do país ou pelo objetivo de melhorar a economia nacional.

Em primeiro plano, diminuir a parcela de jovens que não estuda e também não possui emprego no país apresenta-se como ação fundamental para aumentar o IDH do Brasil. Isso ocorre pois o IDH, que vem sendo usado desde 1993 pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento para classificar os países quanto o seu desenvolvimento, utiliza índices de educação e de poder de compra por pessoa. Dessa forma, por representarem uma grande parcela da população nacional, aumentar a quantidade de jovens matriculados em instituições de ensino e empregados contribuiria diretamente para aumentar esse índice, visto que haveria mais pessoas estudando e o poder de compra por cidadão iria aumentar. Por consequência, o Brasil rumará para alcançar a classificação internacional de país desenvolvido, medida pelo IDH, e ficará ao lado de países como os Estados Unidos e Inglaterra.

Além disso, promover a diminuição de jovens ociosos colabora para a melhora da economia. Isso acontece pois essa parcela do povo pode integrar a PEA, ou seja, População Economicamente Ativa, que corresponde às pessoas com idade entre 10 e 65 anos que estão trabalhando ou em busca de emprego. Desse modo, um país com uma PEA alto conta com cidadãos que possuem alto poder de compra gera uma maior demanda por produtos que seria sanado pela maior produtividade das industrias e do setor de serviços e, consequentemente, haveria uma melhora na economia nacional visto que há mais capital circulando dentro do Brasil.

Infere-se, portanto, que diminuir a quantidade de jovens “nem-nem” é sinônimo de avanço para o Brasil. Urge, portanto, ao Ministério da Educação, setor do governo responsável pela manutenção do ensino, aumentar o número de instituições de ensino técnico, a partir de uma maior alocação de verba pública para a educação, com a finalidade de aumentar o número de jovens estudando e capacitados para entrar no mercado de trabalho. Ademais, é imperativo que o governo, entidade responsável por garantir os direitos do cidadão, gere mais empregos no país, a partir da desburocratização da criação e estabelecimento de empresas, com o objetivo de empregar os jovens. Assim, pode-se combater os altos índices de jovens “nem-nem” no Brasil.