A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 31/10/2019
O filósofo Émile Durkheim afirma a existência de fato social seguido de sua coerção, ou seja, padrões a serem seguidos impostos sob a sociedade. À vista disso, os jovens são cobrados em se formarem, conseguirem um emprego e sua independência. No entanto, isso não condiz com a realidade, uma vez que possui alta taxa de jovens evadidos da escola principalmente mulheres e também de desempregados devido à ausência de experiência, por isso torna-se necessário combater esses dados de geração “nem-nem”.
Vale ressaltar, a princípio, o elevado índice de mulheres que abandonam a escola, e, por conseguinte, deixam de trabalhar devido a gravidez precoce. Nesse sentido, consoante o Ipea (Instituo de Política Econômica Aplicada), 76% das adolescentes que engravidam não estudam, e também, segundo o IBGE, 5 em cada 10 meninas estão no grupo do “nem-nem”. Desse modo, a jovem no período de gestação se afasta da escola e, posteriormente, ao nascer a criança, a adolescente, normalmente, não possui ninguém que possa cuidar do bebê para que possa continuar os estudos e trabalhar, então se torna responsável essa tarefa diariamente e o dia inteiro.
Ademais, os indivíduos menores que 29 anos de idade formam o ensino médio ou superior e não conseguem emprego por não terem experiência. Nessa acepção, de acordo com a pesquisa do site VAGAS.com a maior dificuldade dos jovens em conseguir um trabalho é a ampla exigência das empresas por uma vivência técnica e prática na área. Isto posto, mesmo sendo garantida por lei uma preparação para cidadania e para o mundo trabalhista por parte da educação não é nada exercido. Por esse ângulo, o estudante sai da escola apenas com um diploma sem saber do mercado que o espera. Desse modo, cria-se um ciclo repetitivo, na qual o jovem não consegue emprego pela falta de experiência e não consegue experiência pela falta de oportunidades.
Diante dos fatos mencionados, portanto, é necessário que o Ministério da Educação invista em programas de jovem aprendiz. Isso deve ocorrer por meio da oferta bolsas estudantis em cursos profissionalizantes e de capacitação, como o Senai. Nessa continuidade, caso o indivíduo curse o ensino médio ou fundamental, deve ser requerido uma frequência de no mínimo 80% na escola para continuar no curso, e se o estudante já estiver formado e estiver presente para adquirir experiência nas atividades práticas deve ser ofertada bolsas em cursos superiores para estes. Essa ação deve ser exercida para que reduza o número de jovens evadidos, sem qualificação e, por consequência, que não trabalham, na qual conforme o IBGE representa 26% dos jovens.