A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 28/10/2019
É inegável que a presença de jovens que nem estudam nem trabalham reflete problemas não individuais, porém coletivos. Nesse sentido, essa problemática está relacionada a falta de políticas econômicas e sociais que visem a inserção desses adolescentes ociosos ou no mercado de trabalho ou em algum local de aprendizado. Desse modo, é necessário investigar os motivos de sua existência e ratificar a importância de sua imediata solução.
Primeiramente, os altos índices de jovens desocupados são o resultado da ausência do Estado tanto na promoção de incentivos econômicos à atração de empresas, quanto no investimento da capacitação profissional. Sendo assim, é possível demonstrar que quanto mais próspero economicamente um país se revela, menores os índices de desocupação. Em conformidade a isso, toma-se o exemplo dos países desenvolvidos como Chile, país mais avançado da América Latina, e Estados Unidos, no qual normalmente a independência econômica é adquirida entre 18 a 22 anos.
Outrossim, combater esse obstáculo não somente beneficiará o país em termos sociais e econômicos, mas também a vivência de cada indivíduo no Brasil. Sob esse viés, o aumento da PEA (população economicamente ativa) favoreceria a distribuição de renda, pois diminuiria o coeficiente populacional apenas consumidor e aumentaria a produção de riquezas. Contudo, essa análise pode também ser aplicada a incentivos educacionais, visto que, de maneira geral, um trabalho mais especializado tende a possuir melhores remunerações.
Em suma, é possível inferir que esse presente problema não ocorre por um suposto desejo individual, mas devido ao desamparo em inúmeros setores por parte do Estado. Portanto, a população, através do exercício de seus direitos políticos, tem o dever de exigir do Estado ações no âmbito social e econômico como ,por exemplo, incentivos fiscais a instalação da iniciativa privada a fim de utilizar a força de trabalho ociosa e investimentos na área de educação técnica para proporcionar uma especialização do serviço e melhores salários. Além disso, deve-se desmistificar a visão geral do trabalho, o qual é visto de maneira positiva por muitos jovens porque proporciona o acesso a outros serviços relacionados ao lazer.