A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 29/10/2019

Evidencia-se na sociedade brasileira pós 1970 uma diminuição progressiva da população economicamente ativa (PEA). Tal fato, a longo prazo, gera consequências negativas para a economia do país, visto que com a diminuição da PEA, menos pessoas contribuem para tesouro do país. Nesse sentido, vê-se a necessidade da diminuição dos índices de jovens que nem estudam e nem trabalham (Nem-Nem). Entretanto, a falta de estrutura escolar corrobora á existência do problema. Diante disso, cabe uma análise a cerca de suas causas, consequências e uma possível solução.

Em primeiro plano, segundo Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele. Sob essa lógica, a falta de palestras e atividades que visem incentivar o jovem a ter algum planejamento de vida, colabora como um empecilho para a resolução da problemática. Dessa forma, a falta de estrutura escolar se tornou uma ferramenta de ampliação do problema.

A partir disso, como dizia Schopenhauer, os limites do campo de visão de um indivíduo determinam o seu entendimento sobre o mundo. Nessa óptica, a falta de instrução escolar sobre planejamento de vida, limita o campo de visão do indivíduo e dessa forma agrava ainda mais a questão. Assim, as consequências desse entrave podem ser observadas por meio de dados divulgados pela revista Veja que afirmam que 23,6 milhões de jovens não exercem nenhuma atividade no Brasil.

Em suma, medidas devem ser tomadas para a resolução do problema. Nesse viés, o Ministério da educação, em parceria com escolas públicas e privadas, devem promover a ‘‘semana da conscientização’’. Esse projeto terá como objetivo informar o jovem por meio de palestras e escolas e teatros da cidade sobre a importância de uma planejamento de vida e de exercer alguma atividade. Em conjunto a isso, a mídia, por seu poder de difusão de informações, deverá divulgar locais onde serão ministradas as palestras, visando uma grande participação do público.