A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 31/10/2019
No contexto social brasileiro, mais de 20 milhões de jovens no Brasil fazem parte da geração pejorativamente chamada de " nem-nem “, ou seja “nem” trabalham e “nem” estudam. Isto é, frente ao processo de envelhecimento do PEA (População Economicamente Ativa), aumento da violência e da desigualdade social pelos quais o país passa, a inclusão desses jovens no ensino profissionalizante e no mercado de trabalho tornou-se mais do que nunca urgência.
Em primeira análise, os números de desempregados em pesquisas e a a médio, longo prazo podem acarretar efeitos ruins a economia. A exemplo, 23% dos jovens de 15 a 29 anos não estudam e nem trabalham, de acordo com as informações do IBGE dada Jornal O Globo. Dessa maneira, com tantos jovens em estudos ou emprego e em grande parte a baixa renda pode levar a um aumento na criminalidade, uma vez que tem oportunidade esses podem acabar sendo coagidos a entrar no crime para garantir sua sobrevivência. Assim percebe-se que quando o economista William Arthur Lewis diz " Educação nunca foi despesa sempre foi investimento com retorno garantido " pois, expressar importância do investimento em educação veículo ao que nunca será um desperdício tem-se como resultado cidadãos conscientes e capacidades para melhoria de todo e qualquer âmbito social.
Somado a isso, ausência de perspectiva é um agravante dessa situação no Brasil. Nessa conjuntura o filósofo polonês Zygmunt Bauman, afirma que os indivíduos estão vivendo atualmente os tempos líquidos que se caracteriza pelo Imediatismo. Tal fato, o indivíduo por não possui uma visão a longo prazo, não apresenta uma perspectiva Para o Futuro, o que prova a falta de interesse em estudar. Dito isso, nota-se que um insuficiente número de vagas de emprego piora esse quadro, uma vez que os jovens ficam além de desempregado, sem perspectiva de adentrar no mercado de trabalho e, consequentemente não realizar, por exemplo, uma graduação.
Fica claro, portanto, a necessidade de medidas para mitigar o impacto do alto número de jovens que nem trabalha e nem estuda no país. Logo, o Governo deve estimular a criação de empregos, mediante ao incentivo à criação de obras públicas, a fim de garantir aos indivíduos uma alternativa para adentrarem no mercado de trabalho e ter uma perspectiva positiva no futuro. Ademais, cabe também ao Governo investir mais em auxílios aos estudantes, para isso, poderia disponibilizar mais verbas para órgãos de fomento a educação, de modo a oferecer à população possibilidade de se dedicarem aos estudos e se qualificarem. Somente assim, o Brasil conseguirá superar os desafios e orientar a população das oportunidades que os jovens teriam tanto em estudar, quanto para trabalhar.