A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 29/10/2019
Na obra de ficção “Admirável Mundo Novo”, do escritor Aldous Huxley, é retratada uma sociedade distópica, na qual os jovens são vítimas de grande pressão psicológica. Nesse contexto, é possível argumentar sobre a sociedade contemporânea, no que tange ao estado mental dos mais novos, que sofrem com o desemprego, falta de acesso à educação e, consequentemente, a inalcançabilidade da independência financeira. Por conta disso, é necessário debater sobre os impactos negativos dessa conjuntura, como a depressão e o agravamento das desigualdades sociais.
Em princípio, é fundamental reconhecer a falta de atuação do governo em relação à educação psicológica de jovens e o papel que ela tem no desemprego dessa classe. De acordo com a OMS, o suicídio é a segunda maior causa de mortes de jovens com 15 a 24 anos. Destarte, a pressão estabelecida nos jovens - simplesmente por ser jovem - aliada ao desemprego e a uma resultante falta de perspectiva de futuro podem aumentar os níveis de depressão dos jovens.
Por outro lado, a maneira na qual esses jovens são afetados pelo desemprego também é de importante debate. Segundo o Ipea, os mais atingidos pelo falta de empregos são negros, jovens e mulheres. Indo de encontro aos objetivos da sociedade, esses dados indicam que o desemprego tende a salientar as desigualdades sociais dentro do país. Isso porque, como os mais afetados fazem parte da minoria mais socialmente frágil, são mais suscetíveis às instabilidades da vida.
Por fim, com o intuito de mitigar o problema, é imprescindível que o Ministério da Educação, aliado ao da Economia, amplie os investimentos na área de formação profissional de jovens - como na produção de novas escolas técnicas - em busca de novos empregos formais. Além disso, o Ministério da Saúde deve prestar apoio psicológico aos jovens estudantes dentro de suas escolas. Dessa maneira, o futuro distópico de “Admirável Mundo Novo” pode ser evitado.