A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 30/10/2019

Na conjuntura contemporânea mais de 20 milhões de jovens fazem parte da geração ‘’nem nem’’ nos quais esses integrantes nem estudam e nem trabalham.Observa-se que as mulheres de baixa renda compõem os maiores percentuais de jovens nessa situação, além disso a falta de escolaridade contribui diretamente para que esses números aumentem. No entanto, embora não estudem/trabalhem 31% dos jovens estão procurando emprego.

É primordial ressaltar que a gravidez precoce é a causa principal de as mulheres não estudarem e nem trabalharem. Em detrimento dos dogmas embutidos na sociedade, sendo essa patriarcal, elas crescem alienadas de que seu papel social é cuidar da família. Segundos dados do instituto de pesquisa econômica aplicada (IPEA) 73% da geração ‘’nem nem’’ são mulheres. Como resultado dos padrões sociais imposto por essa cultura machista, as mesmas não se veem como agente econômico.

Outro fator importante é a falta de escolaridade, tendo em vista que o desinteresse pelos estudos é maior entre pessoas sem instrução ou com ensino fundamental incompleto de acordo com o IBGE. Consoante o educador e filósofo Paulo Freire, “se a educação sozinha não transforma, sem ela, tampouco, a sociedade muda”. Uma vez que, esses jovens quando desinteressados pela educação não conseguem vê-la como forma de ascensão social.

Torna-se evidente, portanto a necessidade de correção dessas configurações socioculturais. Cabe ao  Ministério da Educação em parceria com as mídias sociais a criação de obras, projetos sociais e políticas públicas destinadas a reduzir as limitações á formação desses jovens. Além disso a promoção de ações educativas, tais como: oficinas, workshop, palestras em instituições educacionais. Com a finalidade de criar possibilidades de inserção desses jovens no mercado de trabalho e nos ambientes escolares/acadêmicos.