A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 31/10/2019

A 3ª Revolução Industrial acarretou profundas transformações na sociedade brasileira. Logo, entende-se que a evolução técnico-científica substituiu a inteligência humana pela utilização das máquinas. Sendo assim, os brasileiros enfrentam empecilhos diante da busca por empregos e pelo conhecimento. Assim, mostra-se relevante debater a necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no país, a qual está presente, sobretudo, nos âmbitos governamental e social.

Em primeiro plano, é evidente a falha do Governo acerca da situação. De acordo com o artigo 205º da Constituição de 1988- ‘‘a educação é um direito de todos e dever do Estado-’’. Nessa perspectiva, é notório as dificuldade das autoridades em promover ações que propiciariam o ambiente escolar agradável, ou seja, com professores sensibilizados em escutar e entender as dificuldades dos seus alunos. Somado a isso, vale ressaltar que a maioria do público jovem sobrevive diante de condições precárias, como por exemplo, a miséria e por conta disso, necessitam cumprir com as suas obrigações familiares, por conseguinte, abandonam as escolas e isso, acarretá a longo prazo dificuldades dessa parte da população em inserir-se no mercado de trabalho. Diante disso, o Poder Judiciário em parceria com as Escolas, devem relembrar  a relevância da construção do conhecimento.

Ademais, convém associar essa problemática ao corpo social. Segundo o documentário ‘‘Geração nem-nem’’, publicado no ‘‘GloboNeaws’’, o qual relata as dificuldades dos jovens a ingressarem no mercado de trabalho. Além disso, retrata que muitas empresas ofertam vagas de emprego com uma jornada de trabalho elevada e com isso, os jovens estudantes não conseguem conciliar entre os estudos e o trabalho. Junto a isso, muitos empresários possuem preconceitos em introduzir na sua equipe pessoas novas, pois associam a idade com o conhecimento, e assim, fomenta os números de desempregados e também, a população economicamente inativa (PEI), a qual pertentem as pessoas que não trabalham, de acordo com a Geografia. Sendo assim, é imprescindível que as empresas compreendam a importância de oportunizar os jovens, por meio de programas criados pelo Governo.

Portanto, com o objetivo de minimizar esse empecilho, medidas carecem ser executadas. Com isso, o Ministério da Educação em parceria com as escolas, devem fiscalizar de uma maneira mais eficaz os jovens que não frequentam o ambiente escolar e desse modo, oferecer uma escuta especializada dos professores para entender o motivo pelo qual estes não estão ativos nas escolas e relembrar a importância de construir um conhecimento. Para mais, as mídias necessitam reforçar os programas criados pelo Governo, como por exemplo, o Jovem Aprendiz, com o intuito de inserir esses jovens no trabalho e conciliar com as atividades escolares e assim, diminuir os índices da geração nem-nem.