A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 30/10/2019
As primeiras duas décadas do século XX, no Brasil, foram marcadas pelo aumento do índice de evasão universitária, escolar e da taxa de desemprego. Nesse sentido, tal panorama propiciou a ampliação do índice de jovens que nem estudam e nem trabalham e fica evidente que esta é uma realidade que precisa ser combatida. Dito isso, torna-se fundamental analisar os principais impactos dessa problemática : O aumento dos casos de depressão na juventude e a diminuição da mão de obra do país.
Em primeiro plano, é lícito postular que importantes etapas do desenvolvimento pessoal provem ou dos estudos ou do trabalho, uma vez que a contemporaneidade é marcada pelo regime cientificista e capitalista. Nesse raciocínio, quando o indivíduo para de exercer atividades que estimulem a satisfação do cérebro, como estudar e trabalhar, esse tende a se isolar e ter dificuldade de socializar, de acordo com um estudo divulgado pelo Instituto Datafolha, e tem mais de 20% de chances de desenvolver depressão. Ainda sobre isso, outro estudo realizado pelo instituto Lobo, aponta que dois em cada cinco jovens que concluíram o ensino médio mas não estão estudando para adentrar no ensino superior e nem trabalhando afirmam que se sentem “perdidos” na vida.
Ademais, é preciso compreender que a grande quantidade de jovens que nem trabalham nem estudam no Brasil afeta diretamente a economia do país, já que a população economicamente ativa estará sem se desenvolver intelectualmente para se profissionalizar e sem exercer uma atividade remunerada. É factual, portanto, que, caso esta realidade não seja modificada, o país, terá menos fontes de renda, já que disponibilizará de menos trabalhadores e profissionais, e mais gastos, uma vez que a população nacional está envelhecendo, de acordo com o site IBGE educa, e o governo precisa investir em programas voltados para a saúde e à terceira idade. Dessa maneira, fica evidente a necessidade de reverter a situação.
Assim, é indiscutível que para diminuir o índice de jovens que estão sem estudar e sem exercer uma atividade remunerada no Brasil, algo deve ser feito. Cabe aos poderes administrativos, por meio de novos concursos públicos, empregarem psicólogos em todas as escolas públicas, para promover, por meio de testes vocacionais e motivacionais, o estímulo à completude do ensino e a busca por um emprego satisfatório. Dessa maneira, a quantidade de jovens “perdidos” na vida irá diminuir e o Brasil não terá problemas relacionados com a falta de mão de obra nacional.