A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 31/10/2019

Segundo a Constituição Federal de 1988, no seu artigo 205, é dever do Estado garantir o acesso à educação, bem como é responsável por garantir o desenvolvimento da cidadania e qualificação para o trabalho. O artigo da Constituição dá início à reflexão, de como os jovens sem ocupação estudantil e trabalhista representam um desafio a ser enfrentado, de forma mais organizada, pela sociedade brasileira. Esse fato se evidencia não só  pela desigualdade social, mas também, pela falta de oportunidades.

Em primeira análise, a desigualdade social é um dos obstáculos para que um jovem alcance os seus objetivos. Essa situação se dá, uma vez que o homem é aquilo que a educação faz dele, sintetizada por Immanuel Kant, filósofo do século XVIII. Sendo assim, em um país desigual como o Brasil, um jovem da periferia acaba não tento as mesmas chances que outros, sendo poucos deles os que conseguem se especializar profissionalmente. Consequentemente, portas se fecham e tornam ainda mais difíceis as circunstancias para que possa trabalhar e/ou estudar.

Somado a isso, são poucas as oportunidades ofertadas à jovens baixa renda e sem experiencia profissional.  De acordo com uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em 2018, 23% dos jovens brasileiros não possuem ocupação trabalhista e estudantil. Nessa perspectiva, para os indivíduos que não possuem acesso à educação o emprego se torna difícil por falta do conhecimento, e para os que possuem a formação se torna difícil por falta de experiencia. Logo, esse grupo não desenvolve seu papel produtivo economicamente e socialmente.

Portanto, medidas precisam ser tomadas para resolver esse impasse. É necessário que o Ministério da Educação (MEC), por meio da criação de políticas públicas dentro de escolas, ofereça cursos de formação profissional voltado as pessoas mais carentes. Além da obrigatoriedade por meio de lei, para que as empresas forneçam vagas para recém formados. Espera-se com isso, combater a geração dos “jovens nem-nem” e permitir que desempenham seu papel perante a sociedade.