A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 02/11/2019

Atualmente, o mercado de trabalho no Brasil e no mundo se encontra em constante modificação, tornando-se cada vez mais exigente e consequentemente muito competitivo. Desta forma, para obterem o currículo perfeito, os cidadãos estão flexíveis, isto é, muitos trabalham, estudam ou até mesmo conciliam as duas tarefas, porém, infelizmente esta realidade não acomete a todos os brasileiros e boa parte da população nem estuda e nem trabalha, como, comprovado por pesquisas da revista Veja que, a maior parte são jovens de baixa renda e do gênero feminino, gerando assim, uma problemática que compromete, não só, a participação feminina na sociedade, mas também, o futuro econômico do Brasil, e certamente, esse percentual deve ser drasticamente reduzido.

Desde muitos séculos, as mulheres lutam contra a exclusão social, logo, estão conquistando mais lugar no mercado de trabalho. No entanto, muitas mulheres ainda não estão inseridas no mesmo e se dedicam cuidando exclusivamente do lar e dos filhos, tendo indubitavelmente como efeito dessa decisão, a persistente desvalorização da mulher.

O número de pessoas classificadas como nem nens (nem estudam nem trabalham) é grande, segundo estudos do Instituto de Pesquisas Econômica Aplicada (IPEA), são 23% dos brasileiros. Sendo assim, este número de pessoas desconectadas da sociedade ativa pode comprometer futuramente a economia do Brasil, pois, a maioria dessas pessoas são mulheres jovens de classe baixa. Mas que em contrapartida, podem se qualificarem para contribuírem no desenvolvimento do país e também ajudarem a alcançarmos a igualdade de gênero.

Ademais, devemos fazer valer nossa democracia, e a sociedade deve se atentar a essa parte da população que ainda se encontra privada de seus direitos e habilidades, visto que, nos direitos constitucionais, homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, soluções devem ser tomadas para que estes cidadãos possam se qualificarem.

Em suma, o governo federal que organiza e financia o ensino técnico e superior no Brasil, a partir de verbas destinadas à educação, deverá criar mais vagas em suas universidades e cursos técnicos, como o Pronatec, para que possam ser oferecidos à população mais pobre, já que,  este público é o mais afetado, como mostram as pesquisas. Assim, estas pessoas ao término de seus cursos estarão bem preparadas para o início da carreira no trabalho, como sabemos, o conhecimento é a base para atingirmos o sucesso profissional. Logo, este não será um trabalho fácil, porém, satisfatórios serão os resultados, uma vez que, como dizia Clarice Lispector, “o que verdadeiramente somos é aquilo que o impossível cria em nós”.