A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 01/11/2019

No século XX, o Brasil tomou o caminho da especialização econômica primária - Internacionalmente, o País tem como foco de suas exportações os insumos agrícolas e minerais -, o que é uma atividade que não agrega valor às matérias primas. Nesse contexto, a economia do País é fator predominante na falta de empregos e no reduzido investimento do setor educacional, os quais apresentam, como consequência, falta de oportunidade para os jovens. Diante disso, medidas que busquem atenuar os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham precisam ser tomadas, a fim de evitar um estado de crise econômica e social.

Em primeira análise, de acordo com Susan Smith, geógrafa, a falta de indústrias tecnológicas em um país ocasiona o aumento da terciarização da economia, o que reduz a oferta potencial de empregos do território além de colaborar para o baixo valor nominal dos salários. De fato, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a maior porcentagem do PIB, devido à economia interna, vem do setor terciário. Desse modo, a principal fonte de trabalho brasileira está localizada no setor de serviços, o que, além de, em muitos casos, necessitar de elevada capacitação técnica de sua mão de obra, não tem a capacidade de oferecer as vagas de emprego necessárias para o País. Assim, os jovens são preteridos por trabalhadores mais experientes, deixando essa camada populacional sem oportunidades de trabalho.

Outrossim, os gastos na educação básica não é priorizada pelo Estado. Segundo o jornal G1, a maior parte dos gastos do governo federal com a educação estão localizados no ensino superior. Diante desse dado, pode-se aferir que os gastos educacionais não são bem alocados, pois a educação de base, como período educacional no qual o jovem se aproxima dos estudos, precisa receber maior aporte financeiro. Assim, devido a falta de verba, muitos dos jovens não obtêm acesso ao ensino básico de qualidade, o que favorece à evasão escolar.

Diante dos fatos supracitados, indubitavelmente, o alto índice de jovens fora das escolas e sem acesso ao trabalho se deve à aspectos econômicos e pela falta de investimentos na educação. Desse modo, o governo federal deve redistribuir os gastos com a educação brasileira, por meio de um projeto de lei que deve ser votado pelo congresso e pelo senado, de forma a dar prioridade ao ensino básico. Com a tomada dessa medida, os jovens se aproximarão melhor da educação, reduzindo a saída desses do ambiente educacional, além de criar uma geração que, com o acesso a educação de qualidade, terá capacidade futura para o estabelecimento empresas inovadoras, as quais aquecerão a economia. Somente assim, o índice de jovens que não estudam nem trabalham reduzirá.