A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 09/11/2019
O acesso ao entretenimento e a cultura já é um problema desde a Grécia antiga, só podiam ter acesso aos espetáculos aqueles que eram considerados cidadãos, excluindo assim escravos que eram mantidos como prisioneiros de guerra. Ademais, no Brasil ainda hoje encontra-se dificuldades já que são privilegiadas as áreas a onde tem uma concentração de renda mais alta. Visto que isso acaba por excluir populações inteiras como o Norte e o Nordeste do universo cinematográfico.
Para Platão, na sua obra “O Mito da Caverna”, ele mostra que uma vez que experimentamos uma nova realidade, ao sairmos e vivenciarmos novas visões, lugares e pessoas, somos modificados, e não é possível voltar ao estado original. Da mesma forma, Edgar Morin define o cinema como um meio de transpor a tela o universo pessoal, necessitando da participação do espectador. Contudo, se essa condição é privada da população com menos poder aquisitivo, eles ficam em desvantagem em relação a quem pode ter esse acesso.
Segundo a Constituição Brasileira, todos são iguais perante a lei, têm o direito de moradia, alimento e lazer. Entretanto, na realidade não é feito dessa maneira, já que de acordo com o site meioemensagem.com.br, a procura pelo cinema na população brasileira cresceu 43%, mas apenas 19% dos telespectadores de filmes na TV vão ao cinema, os dados denunciam uma acessibilidade baixíssima ao público quer seja pela renda menor ou pela falta de cinemas e teatros nos municípios.
Por fim, para democratizar o acesso aos cinemas, o Ministério da Cultura junto ao Governo pode promover encontros em regiões com menos acessibilidade a filmes de forma comunitária. E os teatros e cinemas já existente podem ser conscientizados, a uma vez por mês promover custos mais baixos a pessoas carentes, além das escolas também se mobilizarem e de forma didática incluir alunos nesse projeto. Outrossim alcançaremos uma sociedade mais igualitária.