A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 18/11/2019

No ano de 2018, Uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revelou que 23% dos jovens brasileiros não estudam e nem trabalham. Sendo assim, evidencia-se a necessidade de combater esse índice causado, principalmente, por falta de investimentos e obrigações familiares. Isso, causa problemas na vida dos jovens, como o aumento da criminalidade e da população pobre.

Inicialmente, de acordo com a OCDE, em 2014, a média de investimento anual por aluno brasileiro no Ensino Fundamental e Médio foi de US$ 3.799. Enquanto isso, em outros países da Organização, o valor é triplicado, logo a falta de investimento na educação dos jovens é um fator que os impedem de estudar e chegar no nível superior, fazendo com que esses sejam apenas 18% dessa população, segundo o Censo da Educação Superior do Inep.

Alem disso, um fator determinante para os chamados jovens “nem-nem”, são as obrigações familiares, eles devem estar em casa e não possuem autorização ou tempo para trabalharem e estudarem. Tal fato impede o desenvolvimento do jovem, e o afasta de um futuro promissor desejado que poderia atingir com dedicação aos estudos e consequentemente ampliação do currículo para dedicar-se ao trabalho.

Em vista dos fatos apresentados, é possível concluir que, o estudo e o trabalho são fatores essenciais para o desenvolvimento do jovem, impedindo que entre no mundo do crime e evitando passar necessidade, uma vez que ele possui conhecimento para uma renda a fim de sustentar-se sem se beneficiar sobre os outros. Logo, o Ministério da Educação, juntamente com o ECA, deveriam deixar o conhecimento mais acessível, através de investimentos na educação e políticas de integração da escola com o trabalho, como o CIEE, assim, será possível diminuir os índices de jovens que não estudam e nem trabalham