A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 19/11/2019

O modelo Toyotista de produção, introduzido na segunda metade do século XX, trouxe ao mundo uma nova forma de trabalho o que exige pessoas qualificadas com elevada experiência de ofício. No entanto, o Brasil do século XXI apresenta uma queda na economia devido ao crescimento dos índices de jovens que nem estudam nem trabalham o que é uma das consequências do novo meio de produção.

Primeiramente, cabe destacar que entre 16 e 17 anos só é permitido trabalhar como aprendiz, sendo assim, é possível que ganhe menos de um salário mínimo. E de acordo com Zygmunt Bauman, filósofo polonês, “Vivemos em tempos líquidos. Nada foi feito para durar”. Desse modo, as pessoas, por não possuírem uma visão a longo prazo, não apresentam uma perspectiva para o futuro, o que provoca a falta de interesse em não estudar. Isso associado ao estudo feito pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) que demonstrou que os motivos pelas pessoas não estarem estudando seria a falta de dinheiro para pagar a mensalidade, o transporte, o material escolar ou outras despesas educacionais, já as mulheres, apontam que elas têm de cuidar das tarefas domésticas ou de crianças, adolescentes, idosos ou pessoas com necessidades especiais. Com isso temos como principal consequência o aumento de jovens “nem-nem”.

Em segunda análise, observa-se que com o envelhecimento da população, os gastos com saúde e previdência do país tendem a aumentar exponencialmente, para arcar com isso, o país precisa do maior número possível de indivíduos trabalhando e contribuindo com os impostos.

Portanto, infere-se que existe a necessidade de inserir os jovens da geração “nem-nem” na economia do país. Por isso, cabe ao Governo Federal em conjunto com o Governo Estadual com o auxilio dos Ministérios da Educação e do Trabalho, disponibilizarem vagas de emprego com o horário flexível de forma que os jovens que também estudem não fiquem sobrecarregados. Fora isso, devem criar disciplinas dinâmicas obrigatórias nas escolas, que abordem temas como empreendedorismo, cidadania e a importância da educação e do trabalho. Com essas medidas iremos incentivar os jovens a trabalharem e estudarem e consequentemente melhorar a economia do país.