A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 20/11/2019

O modelo Toyotista de produção, introduzido na segunda metade do século XX, trouxe ao mundo uma nova forma de trabalho. Por esse espectro, o vigente sistema de em pregação exige pessoas qualificadas com elevada experiência de ofício. No entanto, a atual economia brasileira é ameaçada pelo crescimento dos índices de jovens que nem estudam nem trabalham. Por isso, convém analisar os motivos que levam à necessidade de se combater esse dilema.

A priori, vale frisar que a rigidez do mercado de trabalho contemporâneo demanda a diminuição das taxas de jovens ociosos. Isso pois, consoante ao posicionamento de Adam Smith, escritor americano, o universo mercadológico é regulado pela relação entre a disposição de um determinado segmento e sua procura. Diante do exposto, torna-se evidente que alta oferta de jovens desqualificados e inexperientes favorece a marginalização desse grupo, já que, pela acentuada quantidade, são desvalorizados.

Por conseguinte, destaca-se a difusão intergeracional da desigualdade de gênero como um elemento alarmante a ser atenuado. Nessa perspectiva, uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) revela que 66% dos jovens-nem-nens, na america latina, são mulheres de baixa renda. À vista disso, é notório que essa significante diferença propicia a continuidade do patriarcado social, dado que a exclusão da mulher do cenário econômico restringe a sua função à esfera domiciliar. Destarte, com o intuito de integrar efetivamente a juventude-nem-nem na economia brasileira, compete ao Ministério da Educação, em associação com o Ministério do Trabalho, promover o financiamento estudantil, bem como a criação de vagas de emprego, por meio de programas como o FIES e Jovem Aprendiz. Nesse sentido, tal iniciativa deve fornecer cotas exclusivas às mulheres de acordo com o índice feminino de jovens-nem-nens. Desse modo, as taxas de jovens que não estudam, tampouco trabalham decrescerá junto à opressão feminina.