A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 23/12/2019

“O trabalho dignifica o homem.” Essa frase de Benjamin Franklin, estudioso norte-americano, expressa a importância da ocupação profissional para a vida dos indivíduos. No entanto, no limiar do século XXI, as altas taxas de jovens sem estudar ou trabalhar é um problema para o Brasil. Tal fato reside, sobretudo, a barreiras limitantes que acarretam o desinteresse pelos estudos, e a entraves sociais impostos a determinados gêneros, o que é prejudicial economicamente para a nação.

É válido ressaltar, de início, que a falta de instrução e estímulo para que os jovens almejem alcançar uma carreira trabalhista é reflexo de um cenário de obstáculos na formação educacional deles. Nesse sentido, de acordo com o relatório do Banco Mundial, 52% dos jovens correm risco de não se inserir no mercado de trabalho devido a ausência de empenho e dedicação nos estudos. Sob esse viés, em um mercado altamente competitivo, é de suma relevância a preocupação com cursos técnicos, especializações e graduações, a fim da conquista de um emprego. Todavia, o comodismo e falta de interesse em estudar tornam o processo de aquisição de trabalho mais difícil, o que prejudica,não apenas a vida pessoal de tais cidadãos, mas também o panorama econômico nacional.

Convém destacar, ainda, que a desigualdade de genêro impõe no imaginário coletivo obstáculos para as mulheres oriundos de uma cultura machista que ainda vigora. No contexto hodierno, muitas vezes a figura feminina é vista como responsável, primordialmente, pelo zelo com atividades domésticas e com o cuidado com a família. Desse modo, elas tem seu pensamento moldado de forma a não se ver como agentes econômicas, principalmente as de baixa renda, o que é potencializado pelos altos indíces de gravidez precoce. Por conseguinte, tais cidadãs ficam destinadas a dependência econômica o que dificulta a manutenção das suas condições de vida.

Torna-se evidente, portanto, que é preciso combater os altos indíces de jovens que não estudam e nem trabalham. Para isso, cabe ao Governo Federal destinar políticas públicas de incentivo aos mais carentes, por meio de uma parceria com Organizações Não Governamentais, em que ampliem os programs de aprendizado, orientação vocacional e emprego. Além disso, devem desconstruir visões nocivas a partir de aulas, debates e palestras nas escolas, com o objetivo de estimular todos os gêneros.