A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 17/01/2020
Na animação japonesa “Dragon Ball Z”, a personagem Chichi demonstra imensa preocupação com o fato de seu marido, Goku, não ter emprego e nem escolaridade. A realidade de Goku é, infelizmente, vivida por parte da população juvenil no Brasil, tendo em vista que, de acordo com uma pesquisa realizada pelo IPEA e publicada no site “agenciabrasil”, 23% dos juvenis não trabalham e nem estudam. A ausência, no Brasil, de jovens na sala de aula bem como no mercado de trabalho torna-se então um problema a ser combatido, apresentando dois aspectos relevantes: a falta de políticas públicas bem como a estrutura social machista mantida a mais de 5 séculos no país.
Conforme uma coleta de dados publicada no site “Brasil.elpais” e efetuada por Miriam Muller, cientista social alemã, o problema da população brasileira juvenil ausente de ocupação social pode, a longo prazo, ameaçar a produtividade e o crescimento econômico do Brasil. Apesar disso, não é visto uma atenção governamental exclusiva ao caso, tendo em vista que a pesquisa do IPEA, citada anteriormente, também informa que um dos motivos dessa problemática no país é a falta de políticas públicas.
Não obstante, a desigualdade de gênero intensifica o número de jovens “nem-nens”. Na carta de Pero Vaz de Caminha há o registro da estruturação social dos indígenas que habitavam a Ilha de Vera Cruz: o sexo masculino era responsável pela caçada enquanto o sexo feminino permanecia nas ocas, sendo responsável pela preparação dos alimentos e também pelos cuidados destinado às crianças. Em alusão a isso, o mesmo acontece atualmente no Brasil, tendo em vista que algumas mulheres empenham somente o papel domiciliar, dessa maneira ficando dependente da renda obtida pelo marido. Uma consequência disso é o alto número de mulheres que abandonam os estudos para se tornarem donas de casa, o que é comprovado por Miriam Muller, ao afirmar em sua pesquisa que 66% dos jovens latino-americanos e caribenhos que não trabalham e nem estudam são mulheres.
Tendo em vista tudo o que foi-se citado, fazem-se necessárias algumas medidas no intuito de minimizar o número de jovens sem emprego e que não estudam. Cabe, então, ao Poder Legislativo realizar a criação de uma lei, através de emendas constitucionais, que garanta acesso à escola para todos juvenis que não trabalham. Caso essa lei seja descumprida os responsáveis dos adolescentes arcarão com punições jurídicas, tais como multas mensais, que se acumularão até que o jovem entre em uma instituição de ensino. Dessa forma, para evitar a penalidade judicial, aqueles que se responsabilizam pelo jovem terão que o matricular numa instituição de ensino ou este terá que trabalhar, assim minimizando o problema.