A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 22/01/2020
Um país mais digno e igualitário para todos
O estudo para todos é algo recente no país, visto que, ao surgimento das primeiras escolas e universidades, as mesmas eram de exclusiva capacitação à classe burguesa. Opondo-se ao trabalho, que englobava a maioria da população, não deixando a escolha por estudo e qualificação profissional. Tal circunstância corrobora para os atuais jovens que nem estudam e nem trabalham, os chamados jovens “nem-nem”, admitindo a carga histórica, sociocultural e emocional como geradora do tópico em questão.
Dentre os principais motivos que acarretam nos jovens que nem estudam e nem trabalham, encontram-se, baixa renda, que ocasiona à não condição de estudo e, consequentemente, procura por renda financeira, obrigações familiares como o auxílio em afazeres domésticos, problemas sociais, culturais e econômicos, desigualdade de gênero e desemprego. “O fato de nem estarem estudando, nem trabalhando não significa que sejam inúteis. Uma grande parte das mulheres, por exemplo, está ocupada com o trabalho doméstico, com o cuidado de idosos e crianças. Há questões de gênero importantes por trás dessa estatística.” diz a pesquisadora Marina Águas, analista da Coordenação de Trabalho e Rendimento (Coren) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), solidificando as afirmativas a respeito de desigualdades e divergentes oportunidades.
Recentemente a porcentagem de jovens na classe de “nem-nem” tem apresentado um significativo aumento, segundo o IBGE, cerca de 23% dos jovens, ou seja, 47.3 milhões, encontram-se nessa classe. Tal situação, se não exercidas medidas afim de resolução, tem potencial para, a longo prazo, tornar-se prejudicial à economia, visando a taxa de mão de obra não profissionalizada que terá no país, e a possível falta de profissionais especializados em certas áreas.
Por ser um problema em crescimento, torna-se necessário a execução de ações em prol da redução da taxa de “nem-nem”, carecendo do auxílio do governo, destacando o Ministério da Educação, na criação de escolas, universidades e bolsas de pesquisa, o investimento em cotas que diminuam a desigualdade social, o incentivo a mulheres, criando creches gratuitas, sobretudo promover o aumento do número de empregos, afim de reduzir o índice de desempego, tornando um país mais digno e igualitário para todos.