A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 07/04/2020

De acordo com o pedagogo Paulo freire: “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Nesse sentido, a educação tem o poder de transformar vidas e, consequentemente, a evolução do corpo social. Portanto, sem o ensino, a sociedade se estagna e não gera empregos. Nesse viés, é notório a necessidade de combater o elevado índice de jovens que nem estudam nem trabalham, a conhecida “geração nem-nem”. Nesse contexto, há fatores que não podem ser negligenciados, tais como a gravidez precoce e a falta de oportunidades no mercado de trabalho.

Em primeiro plano, vale destacar a gravidez na juventude como um fator contribuinte para o crescimento da geração nem-nem. Tal fator pode ser visto na pesquisa Nascer Brasil (2016) do ministério da Saúde na qual, 66% das gravidezes em adolescentes são indesejadas. Nessa ótica, muitas jovens se veem desmotivadas a voltar aos estudos depois da maternidade, além de que, surgem dificuldades como auxílio para cuidar do bebê, apoio familiar, dentre outros. No contexto, a gravidez precoce reflete no afastamento escolar e no mercado trabalhista, logo, sem escolaridade, as portas de ingresso ao mercado de trabalho se tornam escassas, o que faz com que o futuro da jovem mãe fique comprometido. Desse modo, a gravidez na adolescência corrobora para o crescimento da “geração nem-nem” e, consequentemente, no aumento da desigualdade social.

Outrossim, decorrente da falta de escolaridade, os indivíduos da “geração nem-nem” encontram barreiras no mercado de trabalho. Uma prova disso está na realidade de jovens que, por não terem profissionalização, não são aptos para o mercado trabalhista que a cada dia preza por currículos mais completos. Nessa perspectiva, a evasão escolar causa uma queda na participação de jovens em trabalhos no país. Dessa forma, a desqualificação profissional gera um alto índice de pessoas desempregadas, ademais, sem estudo e sem emprego há a probabilidade dessas pessoas não saírem desse ciclo de vida. Em decorrência disso, a “geração nem-nem” tem uma qualidade de vida limitada.

Diante o exposto, torna-se evidente a necessidade de mitigar o cenário atual. É imprescindível a atuação do Ministério da Educação em parceria com mídias socioeducativas, para a disseminação de palestras mensais e cartazes educativos sobre Educação Sexual nas escolas, no intuito de expandir conhecimentos acerca de assuntos como prevenção de gravidez na adolescência. Ademais, o Ministério do Trabalho em conjunto com grandes empresas, devem abrir cursos profissionalizantes para jovens que se encontram em estado de vulnerabilidade, pessoas que se enquadram na “geração nem-nem”, com a finalidade de profissionaliza-los e deixá-los aptos para a inserção no mercado trabalhista, Sendo assim, poder-se-á combater os altos índices da chamada “geração nem-nem” no Brasil.