A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 19/02/2020
Atualmente diversos países vem enfrentando altos índices de jovens que não estudam e trabalham, sendo classificados como “nem nem”. Estes na sua grande maioria não realizam nenhuma atividade extra diariamente, não sendo difícil circular nas ruas e encontra-los reunidos em grupos sem estarem acrescentando algum conhecimento educacional. Mas o que devemos fazer para ajudar estes jovens a ingressarem no mercado de trabalho e/ou voltarem a estudar?
Em primeiro lugar é importante comentar que muitos jovens de baixa renda precisam estar trabalhando para conseguirem financiar seus estudos, porém encontram dificuldade para adentrarem no mercado de trabalho, já que cada dia mais as qualificações exigidas pelas empresas são exorbitantes, o que dificultam o acesso destes.
Vale comentar também que a maior porcentagem destes jovens são ocupados pelas mulheres, já que muitas precisam desempenhar algumas funções em seus lares, com seus filhos e parentes. Além disso ainda existe o preconceito por trás de algumas empresas na contratação de mulheres para determinadas áreas e cargos, podemos citar então a área de Tecnologia da Informação, onde por mais que existam mulheres no ramo, os homens são a maioria.
Dito isso, não nos restam duvidas de que alguma intervenção deve ser feita, é de responsabilidade do Ministério da Economia junto as empresas criarem programas para contratação destes jovens que estão chegando ao mercado de trabalho, auxiliando não só no ingresso, mas também no desenvolvimento educacional e profissional destes. Já ao Ministério da Educação cabe a implantação de cursos técnicos e profissionalizantes aos adolescentes no ensino médio, afim de aumentar suas qualificações e diminuir a dificuldade na busca de um emprego. Somente com essas ações os jovens iniciaram suas atividades econômicas e consequentemente se desenvolverem educacionalmente, diminuindo a quantidade de jovens classificados como “nem nem”.