A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 27/01/2020
A juventude é uma fase da vida que se caracteriza por mudanças psicossociais que se traduzem numa metalidade promíscua, resultante da insegurança e da incerteza na vida do jovem. Sob esse viés, surge a importância de enfrentar os obstáculos que se materializam em indicativos de jovens que nem estudam e nem estão inseridos no mercado de trabalho em função de métodos pedagógicos que não só obstroem a condição da descoberta de seus potenciais, mas também da estrutura trabalhista que passa por um momento de transição, na qual a mão de obra está se tornando desnecessária.
A princípio cumpre ressaltar os meios pelos quais transitam a disseminação do conhecimento. Essa metodologia vigente tem se pautado em uma postura que não consegue fazer o diálogo entre teoria e prática, e por vezes o dicente não tem parâmetros para estabelecer vínculos, pois não existe uma forma didática de maneira transversal que esteja associado com outras áreas do conhecimento. De maneira análoga, esse procedimento tem indo de encontro ao postulado de Max Weber intitulado Ação Racional Instrumental e que consiste na execução de cálculos e ponderações para atingir um resultado esperado por meio de um estabelecimento de uma adequação entre coerência lógica (descritiva, explicativa) a uma realidade empírica. Assim sendo, esse distanciamento introduz no aluno um conhecimento distante da experimentação que não desperta interesse com vistas para a escolha certa da profissão, afastando-o da escola.
Ademais, a iniciativa privada tem um papel crucial na queda das contratações. Isso decorre em face robotização que é comandada por “softwares” que substituem a mão de obra, pois existe uma lógica de mercado que impõe essa prática em razão da concorrência que sugere uma produção maior em menor tempo e mais barata atrelada a ausência de despesas trabalhistas e da baixa manutenção proveniente do uso de equipamentos sofisticados. Entretanto, esse progresso tecnológico falsamente assumido como modernização do trabalho e redutor de tarefas prejudiciais ao ser humano, instaura na sociedade o desemprego estrutural e transfere para o indivíduo uma culpa que é do sistema: o desemprego.
Dado o exposto, percebe-se que é problemática vai da ausência de reinvenção do modelo de ensino a uma extinção das profissões. Logo, a tentativa de resolução desse impasse passa por uma atuação efetiva do MEC (Ministério da Educação) aliada ao MCTIC (Ministério da Ciência Tecnologia, Inovações e Comunicações) e deve estar ancorada em uma formação mais relacionada à prática por intermédio de um investimento feito na aquisição de equipamentos como computadores, aparatos de laboratório com finalidade de instigar o interesse e a capacitação dos estudantes para o mercado de trabalho, permitindo assim um contato concreto que não fique restrito apenas ao campos das abstrações.