A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 19/02/2020
Ronaldo Tenório, o jovem empreendedor que criou o aplicativo “Hand Talk”, foi um exemplo promissor para o Brasil, visto que, sua invenção mudou a vida de diversas pessoas. Contudo, essa realidade é distante da situação de grande parte dos jovens brasileiros, os quais são conhecidos como “nem-nem”, ou seja, não trabalham nem estudam. Sendo que esse cenário problemático é resultado da ineficiência do sistema de ensino governamental e das instituições sociais, denota-se a importância de se discutir as causas que levaram a essa situação.
Primordialmente, é indubitável que os equívocos do Estado são, parcialmente, responsáveis por essa problemática, já que a garantia da educação e do trabalho como direitos sociais, tem se tornado, gradativamente, escasso para a população jovem, haja vista que 23% deles, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, são considerados parte da geração “nem-nem”. Desse modo, essa situação é influenciada pela falta de incentivo aos jovens e pela pouca disponibilidade no mercado de trabalho.
Por outro lado, a ineficiência das instituições, que deveriam servir como base de apoio para o máximo desenvolvimento dos jovens no ambiente escolar e de trabalho, também influencia, em grande escala, no aumento dos índices numéricos de adolescentes “nem-nem”. De fato, 62% dos brasileiros não acreditam nas instituições sociais, segundo apontado pela pesquisa realizada por Edelman Trust Barometer, em 2017. No que tange a isso, nota-se que o percentual é apenas um resultado da ineficiência dessas instituições nos últimos anos.
Portanto, de acordo com os argumentos citados, é necessário que o Ministério da Educação, em conjunto do Ministério do Trabalho, por meio da instituição de disciplinas obrigatórias, tendo como referência as aulas de empreendedorismo, promovam aos jovens o engajamento nos estudos e no trabalho, a fim de que os integrantes da geração “nem-nem” consigam se posicionar socialmente e para que haja mais conquistas como a de Ronaldo Tenório.