A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 19/02/2020

Como já dizia o filósofo Immanuel Kant: “O homem é aquilo o que a educação faz dele”. Portando, apenas a educação é apto de transformar a comunidade, visto que sem o aprendizado a comunidade não evolui e, consequentemente, não gera empregos. Sob essa perspectiva, é notório a necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam e nem trabalham no Brasil, usualmente chamados de jovens “nem-nem”, posto que os impactos dessa conjunta são preocupantes, resultando em crise econômica e, inclusive, desigualdade de gênero.

Primordialmente, cabe analisar que cerca de 23% da população entre 15 a 29 anos de idade, onze milhões de jovens, não estudam e nem trabalham, de acordo com a Pnad Contínua, realizada pelo IBGE em 2018. Porém a grande maioria dos indivíduos que fazem parte da geração “nem-nem”, são mulheres, e parte dos casos é, em geral, em virtude da gravidez na adolescência, levando em consideração que as jovens brasileiras se veem desmotivadas e impossibilitadas de retornarem aos estudos e ao trabalho, tendo em mente que as jovens possuem os afazeres domésticos. Nessa perspectiva, admite-se mencionar a longa-metragem “Simplesmente Acontece”, na qual a protagonista, Rosie, uma adolescente com um grande futuro pela frente, acaba descobrindo uma gravidez indesejada, fazendo com que todos os seus planos sejam prejudicados, incluindo o abandono escolar por parte da jovem. Embora seja uma obra ficcional, o filme se assemelha ao contexto atual. Dessa forma a gravidez na adolescência contribui com os índices de jovens “nem-nem” e portanto para o aumento da desigualdade de gênero.

Ademais, existem diversos motivos para esses jovens estarem desse jeito, desmotivados, sem trabalho e sequer estudo. Um deles é a motivação interna, no qual o indivíduo se sente indisposto a fazer algo. O segundo seria aqueles que possuem motivação porém lhes faltam recursos necessários para realizar tais aspirações. E por último, o abandono devido às barreiras externas, entre elas, poucos recursos financeiros, falta de transporte público e, inclusive, discriminação. Contudo, a falta desses jovens no mercado de trabalho vem resultando em uma série de problemas como, a ameaça à produtividade e à decadência econômica.

Portanto, o Ministério da Educação deverá implementar palestras em escolas sobre prevenção sexual, por meio do comparecimento de profissionais na áreas, com a finalidade de extinguir a gravidez na adolescência. Ademais é preciso que o Governo insira os jovens no mercado de trabalho e em faculdades, por meio da ampliação de vagas públicas. Contudo tais medidas tem como finalidade, combater os altos índices de jovens “nem-nem” no Brasil.