A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 20/02/2020
A cada mandato presidencial, há sempre a exposição de dados sobre a educação, principalmente, visto que é uma área muito demandada pela população e muito bem vista pelos outros países. Nesse sentido, é possível analisar que há um claro e gradativo aumento da população que é alfabetizada e principalmente, formada pela educação básica. Isto é, à medida que a educação torna-se acessível e que a natalidade cresce, há consequentemente, o aumento da competitividade e a maior exigência pelas instituições de ensino superior e pelas empresas. No entanto, infelizmente, os problemas de jovens que não estudam nem trabalham abrangem muito mais. Além das concorrências e exigências, existem os fatores econômicos e psicológicos.
Infelizmente, apesar dos positivos dados sobre o acesso às escolas, não há evolução da qualidade de ensino público. Desse modo, a desigualdade entre as classes mais abastadas e a elite aumenta cada vez mais, impossibilitando que a concorrência seja igualada. O resultado, então, acaba sendo a falta de perspectiva de um futuro profissional e a desistência dos indivíduos de percorrerem um caminho voltado para os estudos. Além disso, há a questão das empresas atuais exigirem o perfil de um aluno ideal e muitas vezes irreal. Os mesmos que não conseguem permanecer estudando, são os mesmos que têm seus futuros corrompidos pela alta competitividade no mercado de trabalho.
Ademais, existe um problema identificado recentemente nos jovens, de haver a falta de inteligência emocional. Ou seja, alguns indivíduos da geração “nem-nem” são incapazes de, por exemplo, realizarem atividades sob pressão. Dessa maneira, aqueles privilegiados por trabalharem, não conseguem permanecer no ambiente de trabalho por causa da falta de experiência no controle das emoções.
Diante dos fatos apresentados, concluo que são necessárias atuações especialmente governamentais para a resolução do problema de jovens que não trabalham nem estudam. Ou seja, o governo deve criar um projeto que altere a Base Nacional Comum Curricular, inserindo atividades extracurriculares como obrigatórias, visto que possibilitaria o exercício físico e mental dos alunos. Assim como a elaboração de projetos de lei que coloque debates com os psicólogos presentes nas escolas, já obrigatórios, sobre controle e inteligência emocional; e que aumente os auxílios para as famílias dos estudantes necessitados, por meio da ampliação dos direitos da Bolsa Família.