A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 20/02/2020

O termo “nem-nem” refere-se à população jovem fora do mercado de trabalho e de instituições educacionais. A maior parte desse grupo são mulheres de baixa renda, podendo demonstrar uma desigualdade de gênero e social.

Esta gíria pode induzir à ideia de que os jovens são ociosos e improdutivos, considerando todos os países pesquisados, Brasil, Chile, Colômbia, El Salvador, Haiti, México, Paraguai, Peru e Uruguai, 31% dos jovens nem-nem estão procurando trabalho, principalmente os homens. E mais da metade (64%) se dedica a trabalhos de cuidado doméstico e familiar, principalmente as mulheres.

Outra gíria conhecida e parecida são os ‘’nem-nem-nem’’ que adiciona mais uma categoria: não procuram emprego formalmente. Destes, dois terços são mulheres, e de acordo com o jornal estadão, a cada dez meninas que abandonam a escola, três saem por gravidez precoce, acrescentando-as para a categoria ‘’nem-nem-nem’’.

Uma pergunta que é muito feita sobre esse assunto é: por que eles não fazem uma escolha entre trabalhar e estudar? E o motivo principal é desconhecido mas acredita-se que pode ser por causa de desigualdade na sociedade ou de problemas pessoais, e de acordo com a economista Joana Costa, diz que este problema não é prioridade agora e o deixarão para depois.

Portanto, o país deveria levar tal problema mais a sério e fornecer ajuda vocacional para tais pessoas, por meio de profissionais explicando para eles como se encontrarem no mundo, em palestras, aulas, provas vocacionais, para descobrirem pelo menos o que querem fazer da vida, primeiro estudar mais e depois arranjar um trabalho ou vice-versa, com o propósito de diminuir a taxa destas pessoas chamadas popularmente de ‘’nem-nem’’.