A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 19/02/2020

A sigla “nem-nem” faz referência aos jovem que nem trabalham nem estudam. O Brasil tem um dos maiores percentuais entre os países da América Latina totalizando 23% segundo pesquisas realizadas pelo Instituto de Pesquisa econômica Aplicada (Ipea). Tal fenômeno tem se tornando uma preocupação global visto que um déficit no mercado de trabalho pode ocasionar diversas crises econômicas em uma sociedade capitalista. Além disso, foi constatado que as mulheres de baixa renda são maioria entre tal grupo, corroborando para o aumento da desigualdade de gênero.

Primeiramente, torna-se necessário analisar que com jovens fora de universidades e do mercado de trabalho a economia interna do país sofre impactos alarmantes já que a mão de obra pode futuramente se tornar escassa e não qualificada ocasionando na diminuição do poder aquisitivo entre a população. Ademais, o corte de bolsas estudantis como o Prouni, Pronatec e financiamentos pelo Fies em 2019, dificultam o acesso dos jovens às universidades e compromete o desenvolvimento tecnológico e científico da nação. Em analogia a isso, o educador Paulo Freire afirma: “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”.

Em segundo plano, o abandono parental e a gravidez precoce são os principais agravante no cenário atual, onde mulheres compõe a maior parcela da chamada “geração nem-nem”. Exemplificando, no filme “simplesmente acontece” a personagem principal, Rosie, engravida durante seu último ano escolar e não obtém auxilio por parte do pai da criança, acarretando no abandono de seus estudos e diversas tentativas frustradas por emprego. Fora dos limites da ficção, a situação é agravada pela crise econômica que dificulta as jovens mães, principalmente aquelas sem qualificação escolar, no ingresso ao mercado de trabalho.

Portanto, conclui-se que para combater os altos índices de jovens que nem trabalham nem estudam no Brasil é necessário o desenvolvimento de políticas sociais efetivas voltada para jovens. O Ministério da Educação deve, com o fito de conscientizar a juventude sobre a gravidez precoce, juntamente com auxílio do Ministério da Saúde, realizar campanhas e palestras que devem ser executadas durante o ensino médio nas escolas. Além disso, o governo fica responsável por inserir os jovens em universidades ou no mercado de trabalho, garantindo assim a estabilidade econômica futura.