A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 20/02/2020

É veraz que um país pouco produtivo educacional e economicamente tende a tornar-se uma nação atrasada e subdesenvolvida. Por conseguinte, o elevado número de pessoas não discentes e atuantes no mercado de trabalho dentro do Brasil, configura-se cada dia mais como um fator claro das péssimas condições da educação e economia brasileira, como igualmente do futuro incerto dessa população. De maneira que, a ação governamental apresenta-se notória para o combate de tal problemática.

Em primeira instância, é válido salientar que muitos dos jovens que se encontram na situação de desemprego tentem a permanecer nesse estado por longo tempo, pela falta de procura de serviços ou mesmo por não possuírem curso superior ou qualificação necessária para assumir determinadas vagas de ofício. Conforme, demonstra a pesquisa do Banco Mundial e IBGE que cerca de 45% da população, entre 15 e 29 anos, encontram-se nessa conjunção. Por sua vez, a ausência de renda consequente as dificuldades do comércio profissional, acarreta na evasão universitária de demasiados estudantes, pois, ao não angariarem fundos para arcar com os custos da sua formação propendem a abrir mão de instruir-se.

Em segunda instância, a parcela da sociedade que se encontra sem estudar e trabalhar (chamada popularmente de “nem-nem”), acaba por afetar negativamente o seu futuro em todos os quesitos, já que, o atraso na capacitação superior pode ocasionar ainda mais empecilhos para a conquista da carteira assinada, possíveis endividamentos venturos, abalos na estrutura econômica familiar e não obstante encaminhar esses indivíduos ao mundo da marginalidade. Como caracterizado pelo economista britânico, Arthur Lewis, “educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido”. Em resumo, a exiguidade estatal em ampliar recursos e verbas para a permanência na graduação pelos jovens, ajudou correspondentemente no retrato contraproducente em questão. Logo, quanto mais diligente for a melhoria no cenário educativo, também será para a queda da ociosidade imberbe.

Urge então que medidas venham ser tomadas para o aumento prolífico dos cidadãos canarinhos, a priori, o Governo deve com maiores investimentos e verbas na educação, por intermédio do MEC, órgão responsável pelo sistema educacional brasileiro, acrescer os recursos de programas como PROUNI (Programa Universidade Para Todos), FIES (Financiamento Estudantil), dentre outros, com o fito de elevar a quantidade de estudantes e a permanência desses nas instituições, visando a diminuição da evasão universitária e um mais certo porvir profissional juvenil de qualidade.