A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 21/02/2020
Título A juventude: vive ou sobrevive ?
A estruturação societária do século XXI impõe aos jovens diversos fins, mas não apresentam os meios para alcança-los. Dessa forma, já dizia Charlie Brown Jr. “O jovem no Brasil não é levado a sério”, isto é, não vêem futuro em um sociedade dada como “sociedade do desempenho”, com isso obtemos resultados o que hoje, Miriam Müller chama de jovens “nem-nem”.
O termo “sociedade do desempenho”, vem do ensaio “Sociedade do Cansaço” elaborado pelo psicólogo e filósofo sul-coreano Byung-chul Han, no qual diz, que em meio uma sociedade que preza o desempenho, faz com que os jovens atuais desenvolvam problemas psicológicos, por meio da psicanálise, fez uma análise da sociedade da qual tirou conclusões, que essa cobrança, gera as inúmeras doenças como a depressão, Burnout, etc.
Dessarte, o desempenho se torna na mesma proporção que uma forma de violência neuronal, se torna instrumento de dominação. Existirá momentos, os quais os jovens foram primordiais na sociedade, foram movimentos como os caras-pintadas, que mostrou não só a força dos movimentos estudantis, mas primordialmente a força dos jovens.
Uma nova marcação que criada pelo IBGE, denominou os “nem-nens” como desalentados, essa marcação demonstra um reflexo da sociedade que desenvolve projetos de fins, e exclui dos meios, a população jovem.
Diante disso, cabe recitar um saudoso verso do poeta Carlos Drummond de Andrade, que define o cenário que a juventude enfrenta em meio a sociedade contemporânea, “No meio do caminho tinha uma pedra”, fazendo uma análise com uma alusão aos jovens, que encontram pedras em seus caminhos, na mesma proporção, encontram dificuldades. Uma vez que tropeçam nessas, não levantam, pois a sociedade não presta um devido suporte para se reerguerem.
O Estado, em seu dever de atuar no desenvolvimento econômico e social, tem como obrigação instigar esses jovens desde o ensino secundário até o nível superior, a saber lidar com a frustração, e desenvolver de uma forma que consigam enfrenta-la e vence-la.
Não obstante disso, a orientação vocacional aplicada a grade curricular do ensino secundário, seria de grande importância para formação de jovens decididos em qual carreira seguir, também é necessário instituir políticas públicas que promovam de fato, uma efetiva melhora na questão da saúde mental dos jovens, pois só dessa forma teremos os novos “nem-nens”, que nem adoecem e nem desistem.