A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 25/02/2020

Na Grécia Antiga, a cidade estado Esparta, tradicionalmente, treinava seus jovens, desde a mais tenra idade, para se tornarem modelos de soldados e manterem a hegemonia militar de seu povo nas diversas guerras, que de forma corriqueira os assolavam. Analogamente, no mundo atual, os países desenvolvidos demonstram que aprenderam bem com os gregos e usam a estratégia de prepararem seu povo, desde a juventude, para se tornarem cidadãos cada vez mais qualificados e produtivos e, portanto, sustentarem a força econômica de sua nação. Entretanto, no Brasil, nota-se um enorme disparate com relação aos países de primeiro mundo - a quantidade dos jovens que nem estudam nem trabalham está cada vez maior -, seja por falta de oportunidade ou qualificação.

Em primeiro plano, o aumento do índice de jovens ociosos tem como causa irrefutável a falta de opções no mercado de trabalho. Dessa forma, tal situação é resultado de investimentos cada vez menores nos setores comercial e industrial, os quais compõem o carro chefe de empregabilidade no Brasil. Segundo a Constituição Federal, de 1988, garantir o desenvolvimento nacional para promover o bem de todos, faz parte dos objetivos fundamentais da República. Porém, esta meta não tem sido alcançada de forma efetiva, quando se trata da problemática da inércia laboral dos ícones responsáveis pelo desenvolvimento de uma nação: os jovens.

Outrossim, a falta de qualificação profissional impede que boas oportunidades de trabalho, ainda que poucas, sejam alcançadas pela população em idade ativa. Consequentemente, manifesta-se um círculo vicioso: o jovem não trabalha porque não é qualificado e os investimentos não são atraídos porque não há mão de obra qualificada. Por isso, deve existir um Governo articulador nessa relação de mercado, promovendo qualificação de seus jovens, com uma gestão eficiente, pautada numa perspectiva futurística de desenvolvimento e que, sobretudo, faça jus ao lema pilar da nação - Ordem e Progresso -, como aventado na bandeira nacional.

Infere-se, portanto, que a falta de oportunidades no mercado de trabalho e a baixa qualificação têm proporcionado um gradativo aumento na quantidade de jovens desempregados e longe das escolas. Sendo assim, para solucionar a problemática, cabe ao Governo, por meio de convênios entre as escolas técnicas do Brasil e as empresas dos mais variados ramos, proporcionar a captação dos adolescentes, fornecer a eles qualificação técnica de qualidade, atendendo, principalmente, as maiores carências do mercado, a fim de engajar a juventude deste país numa vida digna, honrosa e, claro, promovendo não apenas o desenvolvimento econômico, mas uma sociedade crítica, capacitada, e, sobretudo, consciente no cumprimento de seus deveres e na busca por seus direitos.