A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 29/02/2020

No desenho animado Hotel Transilvânia, a personagem principal do gênero feminino reside com o pai e não possui nenhuma profissão. Embora seja uma obra ficcional, o filme mostra a necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil. Esse número de indivíduos “desocupados” deve ser mitigado entre os brasileiros para aumentar a quantidade de trabalhadores - diminuindo o déficit na previdência social - e minimizar a desigualdade de gênero.

Inicialmente, os índices de jovens nem-nem corroboram com o prejuízo do Brasil devido ao aumento de aposentadorias, haja vista que quanto menos cidadão em idade ativa contribuem financeiramente com o país, menos lucro a nação dispõe para garantir os direitos trabalhistas dos ex-colaboradores. Nesse sentido, no ano de 2019, de acordo com o programa Jornal Nacional, os parlamentares brasileiros tiveram que estudar e votar novas propostas para as leis da previdência social, pois o número de trabalhadores ativos e inativos não era equivalente e o país vivenciava uma crise por conta disso. Desse modo, percebe-se a necessidade de combater os altos dados de jovens “desocupados” entre o povo tupiniquim a fim de que aumente o contingente de pessoas empregadas e inviabilize o déficit previdenciário e sua consequente crise.

Ademais, o combate aos índices de cidadãos nem-nem será positivo para a diminuição da desigualdade de gênero. Nessa perspectiva, de acordo com o site El país, mais de 60% dos jovens que nem estudam nem trabalham latino-americanos são mulheres, tornando o exemplo do filme Hotel Transilvânia compatível com a realidade. Dentro desse contexto, a quantidade de trabalhadores do gênero feminino no Brasil é baixa, tal fato auxilia na persistência da desigualdade e do preconceito. Em contrapartida, com a mitigação dos números de indivíduos nem-nem, mais brasileiras adentrarão no mercado de trabalho, minimizando os estigmas de gênero.

Em suma, medidas devem ser tomadas para combater os índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil. Para tanto, o Ministério do Trabalho deve disponibilizar vagas de emprego e bolsas de estudo em escolas técnicas, tendo como alvo esse público juvenil e com divisões de funções equivalentes para cada gênero, em parceria com empresas - as quais terão isenção fiscal - a fim de diminuir os altos números nacionais dessa parcela populacional, equilibrar a previdência social e estimular a inserção de mulheres no mercado.